Sublimação

A Terra pode ser comparada a estádio imenso, onde cada criatura é convidada à realização de certas provas.
Não te detenhas na apreciação inoperante dos companheiros.
Inação é retaguarda.
Menor esforço é deficiência.
Aceita a luta que as circunstâncias te oferecem, reconhecendo nos recursos naturais que recebeste a manifestação da Divina Vontade e adianta-te, com destemor, para frente.
Se há regras humanas, destinadas à obtenção de equilíbrio e beleza para o corpo, há disciplina de sublimação para a harmonia e glória da alma.
Cada dia é desafio sereno da natureza, constrangendo-nos docemente à procura de amor e sabedoria, paz e elevação.
Os exercícios podem ser diários e variados, na obra de nosso aperfeiçoamento espiritual, quando fugirmos à estagnação e à indiferença.
É a corrida às obras do bem incessante.
É a caça aos valores morais.
É a pesca das bênçãos e solidariedade.
É o salto sobre os obstáculos da calúnia.
É a regata do suor no cumprimento do dever.
É o treino constante na aquisição de conhecimentos superiores.
É a competição da fraternidade em que o vencedor será sempre o irmão mais atencioso, nos pequenos sacrifícios.
É a difícil ginástica dos bons exemplos.
É o esforço da hospitalidade.
É a demonstração de paciência diante da ignorância.
É a disputa do serviço que devemos aceitar por dom celeste.
É o bom combate, sem armas e sem palavras, na correção de nós mesmos.
Amigo, atende aos imperativos da saúde física porque o vaso de carne é concessão do Senhor para a extensão do Infinito Bem, mas não te esqueças da saúde espiritual e consagra-te, sob a luz do Evangelho, aos esportes da própria sublimação.

Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier, em 1951.
Centro Espírita Luiz Gonzaga