O Batismo de Jesus e o batismo das Igrejas

E disse-lhes Jesus: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. O que crer e for batizado será salvo, mas o que não crer será condenado. (Marcos, XVI, 15-16.)
Naqueles dias Jesus veio de Nazaré da Galileia, e por João foi batizado no Jordão. Logo ao sair da água, viu os Céus abrirem-se e o Espírito Santo, como pomba, descer sobre ele; e ouviu-se uma voz dos Céus: Tu és o meu filho dileto, em ti eu me agrado. (Marcos, I, 9-11.)
Depois veio Jesus da Galileia ao Jordão ter com João para ser batizado por ele. Mas João objetava-lhe: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Respondeu-lhe Jesus: Deixa por agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele anuiu. E batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se abriram os Céus e viu o Espírito de Deus descer como pomba e vir sobre ele; e uma voz dos Céus disse: Este é o meu filho dileto, em quem me agrado. (Mateus, III, 13-17.)
Quando todo o povo havia recebido o batismo, tendo sido Jesus também batizado e estando a orar, o Céu abriu-se e o Espírito Santo desceu como pomba sobre ele em forma corpórea, e veio uma voz do Céu: Tu és o meu filho dileto e em ti eu me agrado. (Lucas, III, 21-22.)
No dia seguinte viu João a Jesus que vinha para ele, e disse: Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Este é o mesmo de quem eu disse: Depois de mim há de vir um homem que tem passado adiante de mim porque existia antes de mim Eu não o conhecia, mas para que ele fosse manifestado a Israel, é que eu vim batizar com água. E João deu testemunho dizendo: Vi o Espírito descer do Céu como pomba, e permaneceu sobre ele. Eu não o conhecia, mas o que me enviou a batizar com água disse-me: Aquele sobre quem vires descer o Espírito e ficar sobre ele; esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu tenho visto e testificado que ele é o Filho de Deus. (João. I. 29-34.)

Não basta ler os Evangelhos; é preciso estudá-los. Os que se limitam a uma simples leitura dos Evangelhos não têm o direito de citá-los para fazerem prevalecer suas ideias preconcebidas.
Quantos Evangelhos foram escritos para fazer um Evangelho?
Quatro: Evangelho segundo Mateus, segundo Marcos, segundo Lucas e segundo João, sem enumerar as cartas apostólicas dirigidas às diversas Igrejas existentes naquele tempo.
Não se pode, portanto, limitar a interpretação da Palavra a um Evangelho; é preciso pôr todos eles em confronto e, além de tudo, é indispensável buscar na letra dos Evangelhos o espírito que vivifica.
Pelo que se depreende da leitura dos quatro Evangelhos, com referência ao batismo, ficamos compreendendo que esta expressão – batismo – tem uma significação muito diferente daquela que as Igrejas lhe deram.
Examinemos detidamente os quatro Evangelistas. Marcos limita-se a dizer que Jesus foi batizado por João no Rio Jordão e que dissera a seus discípulos que fossem por todo o mundo, pregassem o Evangelho a toda criatura; o que cresse e fosse batizado seria salvo, mas o que não cresse seria condenado.
Mateus diz que Jesus fez questão de receber o batismo de João, e acrescenta que, ao sair Jesus da água, o povo que estava presente ouviu uma voz que disse: “Este é o meu Filho dileto” e que essa voz vinha dos Céus. Diz mais o trecho que “Viu os Céus abrirem-se e o Espírito, como pomba, descer sobre ele”.
Aquele ouviu-se do texto, comparado como o viu, indica bem claramente que foram muitos os que ouviram, mas um só viu. O leitor verá mais adiante que a manifestação visual atingiu unicamente a João Batista, ao passo que a auditiva, atingiu a todos que estavam por essa ocasião no Jordão.
Este ponto é importante para a boa interpretação.
Lucas diz somente que: tendo o povo recebido o batismo de João, Jesus também o recebeu.
João não diz que Jesus houvesse recebido o batismo de João, mas parece esclarecer bem o fim do encontro que o Mestre teve com o Batista:
Eu não o conhecia, mas para que ele fosse manifestado a Israel, é que eu vim batizar com água. Eu não o conhecia, mas o que me enviou a batizar com água, disse-me: Aquele sobre quem vires descer o Espírito e ficar sobre ele, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Eu tenho visto e testificado que esse é o Filho de Deus.
O texto, por si só, é tão claro que dispensa qualquer interpretação. Até justificar plenamente o motivo por que João fora batizar.
O Evangelista nada diz sobre a recepção do batismo por Jesus, ou de Jesus ter sido batizado por João. Será possível que este Evangelista, que acompanhava todos os passos de seu Mestre Amado, silenciasse sobre o batismo, ponto que, ao ver das Igrejas, é o mais importante, se de fato Jesus tivesse sido batizado por João?
Em face dos Evangelhos, pode-se afirmar peremptoriamente que o Batista batizou a Jesus?
Mas nós sabemos que esse ato se realizou, visto Mateus tê-lo afirmado; o motivo principal, entretanto, não se prende ao batismo-sacramento, mas sim à pregação do Cristo, à manifestação de Jesus, como veremos.
Jesus, diz Mateus, apresentou-se a João para receber o seu batismo.
Mas com que fim? Será que o Espírito mais puro que veio à Terra ter-se-ia maculado, de modo a necessitar lavar-se dessas manchas? E julgava João ter o seu batismo virtude superior a do Cordeiro de Deus, como ele o chamou?
Está claro que, sendo Jesus limpo e puro, não poderia pedir asseio nem pureza a uma água como a do Jordão.
Os padres e ministros, afeitos ao batismo, dizem que Jesus assim procedeu para dar exemplo. Mas exemplo de que? No Evangelho nada consta dessa lição de exemplo. Exemplo de submissão? Mas João Batista era o primeiro a dizer que o seu batismo nenhum valor tinha, e que o fim a que foi destinada essa “prática” não foi outro que o de ficar conhecendo a Jesus e manifestá-lo, apresentá-lo às multidões.
Jesus não quis dar exemplo de espécie alguma, mas o seu fito foi dar-se a conhecer a João, o seu Precursor, para que ele se desempenhasse da missão de apresentá-lo como o Messias que devia vir. E o espírito testificou quando disse ao Batista: “Este é o meu filho dileto em quem me comprazo”.
No versículo 31 do capítulo I do Evangelista João lê-se que “João Batista não conhecia a Jesus, mas tinha ciência da sua vinda” e, mais ainda, que o fim de João batizando o povo era atrair grande multidão a ver se no meio desse povo poderia encontrar o Messias e reconhecê-lo como o Espírito o havia anunciado.
No versículo 33, João repete novamente não conhecer a Jesus, mas o que o enviou a batizar com água, disse-lhe: “Aquele sobre quem vires descer o Espírito e ficar sobre ele, esse é o que batiza com o Espírito Santo; eu tenho visto e testificado que ele é o Filho de Deus”
Jesus não podia dizer a João: “Eu sou o Messias” porque mesmo naquele tempo muitos tratantes se diziam “messias” representantes de Deus.
Ele tinha de revelar-se como Messias e não se dizer Messias, e o Espírito precisava testificar, como aconteceu.
Acresce ainda outra circunstância: João não exaltava o seu batismo. E tanto é assim que aos que vinham a ele pedindo o batismo, o Profeta do Deserto dizia: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Dai, pois, frutos dignos de arrependimento e não digais dentro de vós: temos Abraão por pai”... (Mateus, III, 7-9.)
O batismo de João, desvirtuado pelas seitas que dividiram o Cristianismo, não é mais que o arrependimento, a mudança de vida, para a recepção da Doutrina de Jesus e o consequente batismo do Espírito. E foi assim que Pedro e André, que eram discípulos de João Batista, se fizeram discípulos de Jesus.
Mas, digamos mais alguma coisa sobre, o batismo, já que a isso nos propusemos.
Todos sabem que as Igrejas Romana e Protestante como também a Ortodoxa, tem cada qual a sua espécie de batismo. Dentre todas, porém, a que mais se salienta pelos seus aparatos é a Romana.
Falemos de preferência sobre esta, porque é, para nós, a religião tradicional, a que se constitui obrigatória no nosso país, a que obrigava todos a se submeterem a seus sacramentos, até à proclamação da República, a qual, graças a Deus, nos livrou de tal opressão e cativeiro.
O “batismo de Roma” consiste em duas ou três palavras pronunciadas pelo padre, que aplica água, azeite e sal, ao “catecúmeno”. Diz a Igreja que, com esse sacramento, o indivíduo fica limpo do “pecado original” e salvo de todas as penas, está apto para entrar no Céu.
Façamos uma análise profunda desse sacramento, com a seguinte comparação.
Tomemos duas crianças, ambas filhas de pais cristãos: uma morreu depois de receber o batismo, a outra também morreu, mas antes de receber tal sacramento.
Segundo a Igreja, uma foi para o Céu, outra para o Limbo.
Mas, que mérito tem a criança que se batizou para ir ao Céu, e que demérito tem a que não se batizou para ir ao Limbo, se tanto uma como a outra não influíram para tal fim?
A que recebeu o batismo, não o recebeu pelos seus esforços, por sua vontade; a que deixou de receber tal “graça” também nada fez para que assim acontecesse; como pode o Supremo Senhor, que é todo amor e justiça, galardoar uma e condenar outra?
Outra consideração também nos ocorre:
A Igreja, para justificar o “seu batismo”, diz ser ele o antídoto do pecado original que, de Adão e Eva, se transmitiu a todo o gênero humano.
Mas, que Deus é esse em quem a Igreja crê existirem sentimentos tão revoltantes de ódio a ponto de castigar pecados antigos, de pessoas que nenhuma afinidade tinham conosco, exercendo a sua vingança em toda a Humanidade?!
“O filho, diz Ezequiel, não responde pelas faltas dos pais, nem estes pelas daqueles”.
O Evangelho diz: “Cada um é responsável por suas obras.” E isto é claro, lógico e racional. Até o “peru da fábula”, com que o Sr. Jaubert ganhou o prêmio nos jogos florais de Toulouse, defende-se da acusação que lhe moviam por haver o “Adão dos Perus” pecado, e dizem que, além da unânime absolvição do Tribunal, ganhou palmas do auditório.
Mas deixemos de lado a ironia inocente e argumentemos.
Vamos escolher um casal, marido e mulher que, quando crianças, foram batizados na Igreja. Mais tarde apareceu na cidade onde residiam um bispo ou “missionário”, e o batismo foi confirmado com o “crisma”.
Está claro que o pecado que assinalava esses dois entes desapareceu, se é que “o batismo apaga o pecado original”.
Logo depois eles têm um filho: essa criança não pode absolutamente ter vestígio algum de pecado, visto seus pais já se haverem libertado desse sinal ignominioso!
Ou quererão os sacerdotes dizer que o Espírito é oriundo de Adão e Eva, e não de Deus? Mas se assim é, o sacerdócio desconhece os Evangelhos e os princípios mais rudimentares da Religião!
A nosso ver, que está de pleno acordo com os textos evangélicos, o verdadeiro batismo não ultrapassa os limites do Espírito.
Nunca, de forma alguma, pode ser um ato material.
Promover a educação da criança e ensiná-la a amar a Deus e ao próximo, a ser humilde, boa, caritativa, indulgente, laboriosa e espiritual, eis o começo do preparo espírita para a consequente recepção do batismo do Espírito Santo, cuja tarefa está confiada exclusivamente a Jesus e àqueles designados por Ele, como se depreende da leitura dos Evangelhos.
Acresce ainda outra circunstância, que melhor elucida a questão do batismo: este vem depois de estabelecida a crença.
A crença deve, portanto, preceder sempre o batismo. “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. O que crer e for batizado será salvo, mas o que não crer, será condenado”. (Marcos, XVI, 15-16.)
Nesta passagem vê-se claramente que é condição imprescindível para a recepção do batismo – o crer; a crença precede sempre a “graça” do batismo. Por esse motivo Jesus mandou os seus discípulos pregarem o Evangelho a toda criatura. É de notar que Jesus não os enviou a batizar, mas sim a pregar o Evangelho, para que o “batismo” viesse depois pelo Espírito.
Assim o entendeu sabiamente Paulo, o Doutor dos Gentios, conforme se depara nos Atos dos Apóstolos, XIX, 1-7: “Enquanto Apolo estava em Corinto Paulo, tendo atravessado as regiões mais altas, foi a Éfeso; achando ali alguns discípulos, perguntou-lhes: Recebestes o Espírito Santo quando crestes? Responderam eles: Não, nem sequer ouvimos falar que o Espírito Santo é dado, ou que há Espírito Santo. Que batismo, pois, recebestes? perguntou ele. Responderam-lhe eles: o batismo de João. Paulo, porém, disse: João batizou com o batismo do arrependimento dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus. Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em nome do Senhor Jesus. Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em diversas línguas e profetizavam. Eram ao todo cerca de doze homens”.
Esta interpretação está de pleno acordo com as palavras do Batista, no capítulo III, 7-12 do Evangelho segundo Mateus.
Conclui-se, pois, que o intuito de João Batista, indo ao Jordão batizar com o batismo do arrependimento, em primeiro lugar foi atrair as multidões para recomendar aos homens: “Preparei o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas; arrependei-vos do mal; praticai o bem; espiritualizai-vos.” Em segundo lugar foi, como disse o próprio João, “para que Jesus fosse manifestado a Israel” e ao mesmo tempo para que ele, o Batista, ficasse conhecendo a Jesus, de acordo com o sinal que lhe daria Aquele que o tinha enviado, ou seja: “Aquele sobre quem vires descer o Espírito e ficar sobre ele, esse é o que batiza com o Espírito Santo.” (João, 1-33).
A seu turno, Jesus não foi a João Batista com o fim de receber batismo de espécie alguma, mas sim para apresentar-se ao seu precursor como o Messias anunciado e fosse, por sua vez, anunciado por João como o Enviado de Deus, revestido de todos os sinais do Céu, como se verificou ao ouvir-se a voz: “Tu és o meu Filho dileto, em ti me agrado”. (Marcos, I, 11).
A questão do batismo tem preocupado grandes pensadores da Era Cristã.
Desde os Apóstolos, uns eram de opinião que se devia efetuar o batismo da água por imersão, ao passo que outros julgavam essa prática de nenhum valor.
No capítulo III, 22, do Evangelista João, lê-se que Jesus foi com seus discípulos, para a Judeia e “ali se demorava com eles, e batizava”. Mas no mesmo Evangelho, talvez devido à controvérsia já existente sobre o batismo, o mesmo Evangelista, no capítulo IV, 2, diz claramente que “Jesus mesmo não batizava, mas sim, seus discípulos”.
Em I Cort., I, 14-17, há um trecho em que se nota a dissensão que havia por causa do batismo, onde Paulo diz: “Dou graças que a nenhum de vós batizei, senão a Cristo e a Gaio; para que ninguém diga que fostes batizados no meu nome. E batizei também a família de Estéfanas; além destes não sei se batizei algum outro. Pois não me enviou Cristo a batizar, mas a pregar o Evangelho; não em sabedoria de palavras, para que não seja vã a cruz do Cristo”.
Pedro diz em Atos dos Apóstolos X, 47, ter ordenado batizar com água, em nome de Jesus Cristo, uns gentios que tinham recebido o Espírito Santo, mas parece ter-se arrependido daquele ato, quando, referindo-se ao batismo diz na sua I Epístola Capítulo III, 21: ...através das águas, a qual, figurando o batismo, agora vos salva, NÃO A PURIFICAÇÃO DA IMUNDÍCIE DA CARNE, mas a questão a respeito de uma boa consciência para com Deus.
Pelo que se observa, apesar de ser o batismo por imersão aplicado aos que já haviam recebido a palavra e tinham crido, ainda assim era esse ato condenado por muitos seguidores de Jesus.
No tempo de Tertuliano muitos filósofos cristãos insurgiram-se contra a virtude do batismo, por entenderem que uma simples ablução com água não pode ter o condão de lavar os pecados e de abrir o caminho para o Céu.
Foi esse o modo de se expressar de ilustres homens do século II, que deu origem ao Tratado do Batismo, de Tertuliano, obra que parece também condenar o batismo das crianças, embora não participe da opinião dos seus contemporâneos, que condenavam o batismo tal como era feito.
São inúmeras as seitas que, desde o começo, dividiram o Cristianismo, e não aceitavam terminantemente o batismo, prática que serviu como pedra de escândalo na interpretação da Palavra clara, simples e humilde do Meigo Rabi da Galileia.
Os marcosianos, os valentinianos, os quintilianos sustentavam que a graça, como dom espiritual, não podia nascer de sinais visíveis e exteriores.
Os selencianos e os hermianos rejeitaram também a água mas, interpretando materialmente à letra; os Evangelhos, substituíram aquela matéria pelo fogo!
Na Idade Média houve muitas agremiações religiosas oriundas do Cristianismo que combatiam “o batismo da Igreja”, tais como os maniqueus, os albigenses e outros. Eles declaravam peremptoriamente que, com o simples batismo pela água, era absolutamente impossível comunicar ao neófito o Espírito Santo: para eles, o verdadeiro batismo espiritual consistia na imposição das mãos, invocando sobre o neófito o Espírito Santo e salmeando a oração dominical.
Os valdenses e outros rejeitavam como inútil o batismo das crianças, por não haver ainda nelas idade a fé indispensável.
Os anabatistas rejeitavam o batismo das crianças como inútil, porque exigiam para a validade do sacramento a fé do neófito, a qual não julgavam substituível pela fé dos padrinhos.
Santo Tomás de Aquino sustentava que a eficácia do batismo dependia da própria fé do neófito, que não podia ser substituída pela fé dos padrinhos.
Os armênios julgam o batismo mero símbolo e afirmam, no tocante ao batismo das crianças, não verem nessas crianças culpa alguma para serem condenadas por não terem sido batizadas.
Os quakers negam em absoluto a utilidade do batismo.
Finalmente, longe iríamos se passássemos para estas páginas a síntese do que se tem escrito e discutido sobre o batismo.
Submetido ao crivo da razão, ao calor da discussão, ele não pode permanecer, porque não é de Jesus Cristo; é palavra que passa, é “matéria” que seca e desaparece como a flor da erva; é um culto, como tantos outros, oriundas da adoração ao “bezerro de ouro”, que tem absorvido judeus e gentios, desviando suas vistas dos preceitos preconizados pelo Filho de Deus, cujos ensinos o Espiritismo vem restabelecer, convencendo os homens da Justiça, da Verdade e da Lei.

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