Luz mortiça e sal insípido

Vós sois o sal da Terra. Se o sal se tiver tornado insípido, como se poderá restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do Mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte e ninguém acende uma candeia e a coloca sob o alqueire, mas no velador e assim alumia a todos os que estão na casa.
De tal modo brilhe a vossa luz diante dos homens, que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. (Mateus, V, 12-16.)

O homem espiritual é o que procura satisfazer a razão e o sentimento de seus semelhantes, ora transmitindo-lhes, com lógica e coerência, os ensinamentos de Jesus, ora praticando essa Doutrina Sublime, incomparável em sua grandeza, pelas verdades e consolações que nos proporciona.
O indiferente, o fanático, o supersticioso, o negador o maldizente, o hipócrita, o que não se esforça pelo seu engrandecimento e não trabalha pelo bem geral, é sal insípido, é luz mortiça, que para nada mais presta!
O que não auxilia os pobres, o que não ensina os ignorantes, o que não se condói do mal alheio e não procura aliviá-lo, é sal insípido, só serve para ser pisado pelos homens, é luz mortiça que entenebrece em vez de iluminar.
Os discípulos de Jesus são a luz do mundo e o sal da terra; a sua tarefa é esclarecer seus semelhantes e ao mesmo tempo procurar conservá-los fiéis aos ditames cristãos, proporcionando-lhes consolações.
O sal insípido não condimenta; a luz mortiça não ilumina!
“De tal modo brilhe a vossa luz, que os homens, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus.”