A influência do pensamento

Chico e amigo, em 1998Palestrávamos com o Chico a respeito de enfermidades graves e da influência que tem o pensamento sobre elas. E o Médium citou-nos um caso: uma sua conhecida era portadora de um câncer no útero e de nada sabia. A medicina da Terra sentiu-se impotente para curá-la. Emmanuel, colocado a par da situação, alvitrou: vamos, com a ajuda de Deus, medicá-la. É preciso, todavia, que ela continue ignorando sua enfermidade. Se souber, seu mal agravar-se-á e neutralizará todo o nosso esforço.
O tratamento foi feito e, por misericórdia de Deus a doente, que sempre ignorou seu padecimento, melhorou e hoje está curada…
Lembramo-nos de um doente, vítima do câncer, que se localizara na uretra, que vivia regularmente bem e sob tratamento médico, enquanto ignorava a causa da sua enfermidade. Mas, de repente, por descuido de um parente, veio a saber de sua moléstia. Alarmou-se. O Pensamento refletiu seu pavor na doença e influiu na sua piora. E desencarnou dias depois.

Ramiro Gama

Em dois jejuns permanentes

Se faz jejum espiritual constantemente, refreando a língua, cuidando do pensamento, vigiando os olhos e demais sentidos, para não perder a assistência de seus Mentores, o Chico também faz o jejum material abstendo-se de comer o que gosta e lhe faz mal.
Há tempos, foi vítima de uma cólica hepática que lhe amargou a existência por dois meses e fê-lo rolar de dor, no quintal de sua casa. José Xavier, que foi seu irmão na Terra e que hoje está no Além, ajuda-o na Missão mediúnica, recomendou-lhe que se alimentasse uma só vez por dia e mesmo assim de chuchus, batatas, pouquíssima carne e cozida em água e sal e, à tarde, que tomasse, tão somente, uma chávena de chá com uma bolacha apenas.
Sofreu o Chico bastante com a dieta recomendada. Uma de suas irmãs, às vezes, tentava-o oferecendo-lhe um pastel delicioso. Ele aceitava-o, esfregava-o nos lábios e, depois, arrependido, jogava-o às galinhas.
Hoje, graças ao seu poder de vontade e à ajuda de seus Amigos da Espiritualidade, está curado. Venceu a dolorosa prova da alimentação. De 99 quilos passou para 74. Sente-se mais leve, com melhor saúde e sem a repetição das cólicas.
Deus ajuda quem faz por onde.
Belo exemplo, para todos nós, que nos achamos apegados a tantas coisas inúteis e nem sempre damos o primeiro passo para delas nos libertarmos como um preparo à vida espiritual, que nos espera e onde tudo é Espiritualidade.

Ramiro Gama

Lembrando deveres

Chico Xavier e Ramiro GamaHá pessoas que se sentem mal diante daqueles que são verdadeiras cartas vivas do Cristo, porque suas presenças lembram-lhes deveres que não cumprem, visto que vivem fora do Roteiro Cristão.
Justifica-se, portanto, a aversão e, em seguida o remorso, que alguns irmãos têm quando vêm aqueles que palmilham caminhos estreitos e procuram seguir o Mestre de perto, testemunhando-lhe os Ensinos Salvadores.
Uma criatura, que estimamos, evita-nos a presença, porque nos poucos momentos em que nos encontramos, a conversa é toda referente ao Amigo Celeste, lembrando-nos o tempo perdido, os erros disseminados, os deveres que temos, por havermos lhe ouvido a Voz e atendido o chamado aos Seus Serviços.
Se tal se dá conosco, que não temos as virtudes do Chico, quanto não sofrerá, por isso, o nosso queridíssimo Médium, que vive em Pedro Leopoldo com a sua liberdade limitada, porque sua presença, para os que desejam da vida apenas direitos, lembra-lhes deveres libertadores, que vão deixando de cumprir junto à Realidade Viva, que é Jesus, o qual hoje ainda cumpre Deveres junto a Deus em benefício de todos nós.

Ramiro Gama

Dinheiro bem ganho e gasto

Fig. FAZENDA MODELO

Fazenda Modelo, Ministério da AgriculturaO Chico recebe um pequeno ordenado como datilógrafo da Fazenda Modelo, pertencente ao Ministério da Agricultura. Mesmo assim, afirma-nos que seu salário é demais para ele, que recebe além do que merece. Ganha-o, todavia, abençoadamente, visto que não falta um dia ao serviço e gasta-o, abençoadamente, menos consigo e mais com seu próximo. Veste-se pobremente e alimenta-se pouco. Recebe, por semana, umas quinhentas cartas pedindo-lhe receita. E dessas muitas vem sem o selo para a resposta. E o pobre Médium tira de seu pequeno salário a importância dos selos. Antigamente o selo de uma carta custava 50 centavos.

Ramiro Gama

Para não perder o clima

Para não perder o climaOs Médicos da Terra e do Espaço aconselham ao Chico para que tenha repouso e dó do seu corpo.
Vai, às vezes, forçado pelos amigos, para uma pensão, localizada à beira do mar, no Estado do Rio, a fim de buscar melhoras para a vista e o ouvido. Chega lá, e na hora em que todos descansam, põe-se, descuidadamente, a trabalhar, a receber as Mensagens dos Espíritos queridos.
E, quando é advertido amorosamente pelos seus colegas de repouso, justifica-se:
—Se não trabalhar, sofrerei mais e perderei o clima de Bom Ânimo e ajuda em que vivo.

Ramiro Gama

Quanta experimentação!

C. E. Luiz GonzagaO Chico faz a sua Prece antes e depois das sessões do Luiz Gonzaga.
Quando termina sua tarefa, que vai das 9 da noite às 2 da madrugada, depois de atender para mais de 2 mil pedidos de receitas, está esgotadíssimo e como quem, no seu dizer, houvesse levado uma grande surra de pau.
Todavia, com o auxílio de seus Amigos da Espiritualidade, se refaz e melhora.
Conta-nos, para que lhe sintamos a responsabilidade e o ajudemos, que, em meio às Sessões, sem que ninguém observe, espíritos zombeteiros procuram obscurantizar-lhe o Serviço, tentando contar-lhe histórias de crimes tenebrosos para que fracasse no seu desiderando cristão. E é preciso um grande esforço seu para se livrar de uma derrota. É por isso que os seus Guias recomendam, por ele, aos assistentes, uma concentração homogênea, sadia e, aos comentadores da Lição, extraída do Evangelho, uma explanação sincera, feita com humildade sem louvaminhas ao pobre Médium ou alusão a assuntos sem seiva evangélica…
E, no dia seguinte, como acabamento à experimentação da véspera, ao ir de charrete para a Fazenda Modelo, ainda é tentado. Espíritos, que ainda não ouviram a Voz do Divino Amigo e se perdem na estrada larga dos vícios, da provocação e do mal, procuram fazê-lo parar para lhes ouvir a continuação das histórias… E é orando e vigiando, pensando no Bem e na responsabilidade de servidor de Cristo, que consegue passar e se ver livre das ciladas… Se parar, se descuidar-se de orar e vigiar, perderá seu dia e dará de si um sinal de fraqueza.
Aí está mais um belo exemplo, revelando a vitória da oração e vigilância, quando realizadas com o coração suspenso e voltado para Jesus.

Ramiro Gama

Uma lição para os médiuns

Fig. LIVRO INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS

Instruções PsicofônicasÀs quartas-feiras, de preferência à tarde, durante os anos de 1955 e 1956, o Chico se preparava espiritualmente para as Sessões de quinta-feira, no Grupo Meimei. Era uma sessão de grande responsabilidade, pois que se destinava aos obsedados. Numa quarta-feira, José Xavier, que fora irmão do Chico, e que hoje está na Espiritualidade, é um dos seus abnegados colaboradores, pede-lhe para se preparar, abstendo-se de alimentos pesados e, mais do que em outros dias, viver com o Evangelho às mãos, pois que receberia, na sessão seguinte, o luminoso Espírito de Frei Eustáquio.
E o caro Médium atende. Viveu, toda a quarta-feira, pela tarde, e todo o dia seguinte, em quase jejum e em permanente oração e vigilância. À noite, de fato, recebe de Frei Eustáquio uma bela e instrutiva mensagem, que emocionou os companheiros presentes. Essa Mensagem consta do livro Instruções Psicofônicas.
Estávamos, nesta ocasião, em Pedro Leopoldo e tivemos a ocasião de ouvi-la na máquina que a gravou. É, realmente, emocionante e instrutiva.
Em aqui chegando, encontramo-nos com alguns companheiros pertencentes a um Grupo Espírita dos subúrbios. E um deles nos falou:
—Ontem, em nosso Grupo, recebemos uma comunicação lindíssima de Joana D’Arc, e apontou-nos o Médium presente que a recebera, acrescentando: ele fez um grande esforço para ir ao Grupo, chegou até a brigar com seus familiares. Se não fosse, não teria sido o instrumental de tão bela mensagem.
O Chico, para receber Frei Eustáquio, teve de preparar-se, ele que vive, constantemente preparado.
No entanto, aqui, outro irmão, sem nenhum preparo espiritual e quando até brigou com os familiares, recebe Joana D’Arc!
Que a lição nos sirva e trabalhe nossos pobres espíritos avessos aos sacrifícios morais, únicos meios pelos quais poderemos penetrar o Templo Sagrado das Verdades do Mestre, Caminho, Verdade e Vida para nossa salvação!

Ramiro Gama

Não posso aceitar dinheiro

CHICO APRESENTA A FOTO DE MARIA

Chico apresenta a foto de MariaUma senhora, residente em Belo Horizonte, casada com um alto funcionário do Estado, por ser parente do Sr. Armandinho, procurou-o para, por seu intermédio, falar ao Chico. Atravessava uma fase de sofrimentos. Havia perdido o pai e um ente familiar achava-se gravemente enfermo. O Sr. Armandinho levou-a à casa do Médium, que resolveu, satisfatoriamente, o seu caso, e, ainda, possibilitou-lhe recebesse uma Mensagem do progenitor, que se autenticara pela letra, pelo assunto e pela espontaneidade com que fora recebida. Agradecida e emocionada com o que recebera do seu pai, tanto mais que o Chico ignorava o que se passava, pegou uma cédula de 200 cruzeiros e a ofereceu ao Médium como gratidão e para que comprasse um presente.
E escusando-se delicada e humildemente, o Chico a abraçou, dizendo-lhe:
— Não posso aceitar, minha irmã, nenhum dinheiro. Tudo que recebo é de graça, vem de mais Alto, por misericórdia imensa do Pai; devo também dar de graça para continuar digno do Amparo que lhe recebo.
A senhora, concluiu o Sr. Armandinho, despediu-se surpresa, agradecida e emocionada, por ver um rapaz tão pobre, tão bondoso, portador de tanta virtude, inclusive da que o fazia renunciar ao dinheiro. E exclamou: Ele é mesmo digno da Missão que possui! Que Jesus o proteja!
E partiu feliz pelo exemplo a que assistira e pelo bem que recebera.

Ramiro Gama

Caso do Senhor Armandinho


Bonés do ChicoO Senhor Armandinho é um dos habitantes mais velhos de Pedro Leopoldo. Foi companheiro de infância do Senhor João Cândido, progenitor do Chico.
Possui uma bem sortida casa de negócio, que defronta com o Hotel Diniz.
Contou-nos Lindos Casos do querido Médium, que ele conheceu desde criança, tendo acompanhado todas as fases boas ou dolorosas de sua vida. Estima-o como a um filho. E, dentre muitos, contou-nos, para publicar, estes dois:
O Chico foi sempre uma criatura bondosa, prestativa, humilde, pobre e honestíssima. Numa ocasião, deveria ele acompanhar o Dr. Rômulo Joviano, seu Chefe, a uma excursão longe de Pedro Leopoldo. E, porque não possuía um chapéu, procurou-me. Como sabe, meu negócio tem de tudo, desde o alimento ao vestuário. E pediu-me, humildemente, para lhe vender um chapéu a prestação. De outra maneira não poderia pagá-lo. Atendi-o com alegria, pois tudo que me comprova pagava-me pontualmente. Vendi-lhe um chapéu por Cr$ 40,00, em 8 prestações, isto é: Cr$ 5,00 por mês. Ficou satisfeito e fechou o negócio, porque, dizia, estava dentro das possibilidades de seu pequeno salário. Pagou-me durante 8 meses os cinco cruzeiros. Por isto, tem ele comigo um crédito extraordinário.
Encontramos com o Médium e lhe falamos sobre o caso do chapéu. Sorriu e respondeu-nos:
— É verdade e hoje tenho até chapéus demais; o que está faltando-me agora é cabeça!…

Ramiro Gama

Ver a morte

Imagem:PADRE GERMANO

Padre GermanoAntes da sessão do Luiz Gonzaga, alguém comentava o desencarne de um parente e o Chico pergunta-lhe:
— Ele viu a morte?
Todos se entreolharam sem saber o que responder. Perguntamos-lhe, então, meio curiosos:
— Que quer dizer, Chico, Ver a morte?
— Responde-nos o bondoso Médium: é saber o enfermo que vai morrer. Partirá assim mais preparado para despertar, na Espiritualidade, sem outras ilusões.
Falamos-lhe do nosso querido progenitor, cujo decesso se dera a 5 de maio de 1955 e que, dias antes de partir para o Além, tinha a intuição de sua morte e a recebeu serenamente como serenamente vivera.
— Sim, concluiu-nos o Chico, terá sempre uma boa morte quem possuir uma consciência boa, pura, sem remorsos de haver malbaratado a bênção do tempo.
E ficamos a nos lembrar, dando razões ao querido Padre Germano, quando afirmava: é preciso viver bem e no bem para morrer bem, ver a morte e ter um feliz despertar na Espiritualidade.

Ramiro Gama

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