Intuição através do sonho

Intuição através do sonhoNossa irmã Olinda Marques servia de enfermeira a uma senhora idosa, paralítica e um pouco desmemoriada.
Sabendo que íamos visitar o Chico, pediu-nos que obtivéssemos uma orientação dele. A resposta foi: Diga à nossa irmã Olinda que lhe darei uma intuição em sonho…
Em chegando aqui, nossa companheira Zezé Gama encontrou-se, casualmente, com Dona Elvira Freitas, Presidente do Centro Espírita Amaral Ornellas, que ia fazer uma visita à sua confreira Olinda, e dar-lhe a resposta do Chico.
Dona Elvira chega à casa de Olinda e não consegue falar-lhe, porque esta, logo que a vê, lhe diz enlevada:
—Imagine, Dona Elvira, que sonhei com o Chico na noite de ontem. Ele me mostrava dois cérebros, um sadio e outro doente e dizia: o cérebro são deve tratar do cérebro doente com paciência e amor!
E recebendo depois o recado do Chico, ficou emocionada e seu caso esclarecido. E isto dentro de um ambiente de ternura e ajuda espiritual para que se patenteasse ali, mais um Serviço do Senhor com vistas ao engrandecimento iluminativo dos corações chamados à Tarefa do Amor e da Luz!

Ramiro Gama

O remédio


O RemédioEm julho de 1957, fomos a Natal, no Rio Grande do Norte, a fim de assistir ao casamento de um filho. Chegamos às 14 horas, numa sexta-feira e, às 19 horas, depois do jantar, fomos visitar a Federação Espírita, que tinha como Presidente o distinto confrade, Professor Abdias Antônio de Oliveira, já desencarnado.
Foi uma festa de corações afins, que se estimam e sentem as mesmas responsabilidades junto ao Cristo. Tomamos parte na Sessão Doutrinária, que começou às 19:30. Instado pelo Presidente e sentindo a elevação do ambiente, falamos aos caros irmãos nordestinos. Quando terminamos, a prezada irmã, Dona Dagmar Melo, Vice-Presidente da Federação, visivelmente emocionada, contou-nos:
Há dias, antes de sua chegada, recebi do Sr. Abdias um exemplar do magnífico livro Lindos Casos de Chico Xavier. Levei-o para casa e, a noite, li comovendo-me e esclarecendo-me com alguns Casos. E, imediatamente, escrevi uma carta ao querido Chico Xavier, fazendo-lhe uma consulta sobre um problema do lar. Terminada a carta, dobrei-a e a coloquei numa página do livro. Dormi e sonhei com o abnegado Médium, que me dizia bondosamente:
— Irmã Dagmar, não precisa me mandar a carta, pois a resposta que me pede está na página em que a colocou. Nessa página encontrará a solução para seu problema.
Acordei, abri o livro e li, entre lágrimas, o Lindo Caso: O Remédio. Quando acabei, senti-me esclarecida. Chamei meu marido, colocando-o a par do sucedido. No dia seguinte, pusemos em prática o conselho recebido, servimos, tomamos o remédio oferecido pelas mãos abençoadas do Chico e, graças a Deus, resolvemos nosso problema e nos sentimos curados de velhas e graves enfermidades…

Ramiro Gama

Casos dos casos de Chico


Viagem de tremO prezado confrade Manoel Franco, Presidente do Centro Espírita Filhos de Deus, da Colônia de Curiacica, Rio de Janeiro, contou-nos:
Li e reli, com prazer e emoção, os Lindos Casos de Chico Xavier. Viajando há dias, num trem da Central, no ramal da Linha Auxiliar, observei que uma senhora, ao meu lado, lastimava-se, junto a uma companheira, porque residia perto de uma vizinha que, na sua ausência, lhe roubava as galinhas. Lembrando-me do caso da chave, dos Lindos Casos, contei-o à irmã para que o experimentasse. Aceitou meu conselho. E, dias depois, veio dizer-me, encantada, que a História da Chave, que ela procurou adaptar ao seu caso, dera um ótimo resultado. Todas as vezes que sai, dá a chave da casa à vizinha. E, até hoje, as galinhas deixaram de desaparecer e nunca sua residência ficou tão bem guardada.

Ramiro Gama

A Terra vai tremer

Numa segunda-feira de agosto de 1951, nossos irmãos Protestantes distribuíram, em Pedro Leopoldo, uns panfletos em que pediam à população para comparecer ao seu templo, a fim de orar e se preparar para os momentos difíceis anunciados. Finalizavam prenunciando que a terra ia tremer como um aviso premonitório à recomendação das Escrituras…
À noite, na sessão do Luiz Gonzaga, o Chico, quando psicografava, viu dois espíritos comentando:
—Você leu o que dizem os Protestantes?
—Não, que foi?
—Anunciaram que a terra vai tremer.
—Pois treme tarde, respondeu-lhe o outro, sob o riso velado de outros espíritos presentes.
Felizmente, durante a sessão, por vários oradores, foi prelecionado, a contento, o tema do Evangelho sobre os tempos chegados, para que todos ficássemos a tremer de medo, não porque a terra vai tremer, mas pelos nossos quantiosos e seculares vícios e pelas responsabilidades que temos conosco, com Jesus e Deus!

Ramiro Gama

Cisco

Falávamos ao Chico dos nomes e suas traduções, particularizando alguns de nosso conhecimento. Lembramos de um caro irmão, hoje na Espiritualidade, e com quem trabalhamos na Central do Brasil. Chamava-se Juleno e seu nome veio de Juvenal, seu pai, Leonor, sua progenitora, e Morais, o sobrenome de ambos.
O Chico sorriu e saiu-se com esta, revelando-nos a alma cândida e humilde:
—Então, meu nome não serve para nada, porque termina em cisco…

Ramiro Gama

Vendo mais além

Vendo mais alémEm fins de 1945, o irmão Agostinho João de Deus contraíra a maleita. E foi a Pedro Leopoldo pedir ao Chico uma receita.
O Chico o atendeu prontamente. Na receita vinha um medicamento difícil de encontrar. E, ao entregar-lhe a receita, considerou:
—Agostinho, este remédio é alemão e, em virtude da guerra mundial, está muito escasso nas farmácias. Pensou um pouco e, como quem procurava ver mais além, concluiu:
—Mas você vai encontrá-lo numa das farmácias de Sabará, que ainda possui meia dúzia dele.
Agostinho agradeceu ao Chico e partiu. Em Belo Horizonte procurou-o em várias drogarias e farmácias e não o encontrou. Em chegando a Sabará, foi incontinenti procurá-lo. E, de fato, numa das três farmácias existentes, encontrou meia dúzia de vidros do medicamento indicado.
Tomou-o e, graças a Deus, com um só vidro, ficou curado.

Ramiro Gama

O melhor dos presentes

O melhor dos presentesNosso caro irmão Agostinho João de Deus residiu em Sabará, no Estado de Minas, entre os anos de 1940 a 1946, em cuja estação da Central exerceu a função de Auxiliar de Agente. Neste período, prestou ótima colaboração à nossa Campanha de Alfabetização.
Hoje, reside no Rio e, como é sincero admirador de Francisco Cândido Xavier, a quem visitava semanalmente e de quem recebeu muitos benefícios, contou-nos os dois casos abaixo:
Durante seis anos seguidos, uma vez por semana, visitou o Chico Xavier e, muito especialmente, em 2 de abril de cada ano, data do seu aniversário natalício.
Em 2 de abril de 1945, compareceu a Pedro Leopoldo, levando apenas, como presente para o Chico, um pequeno ramalhete de rosas vermelhas, visto que seu pequeno ordenado de ferroviário não lhe permitia comprar algo melhor. Humildemente, deixou-o com a bondosa Geralda, irmã do estimado Médium e, ela sem que o Chico soubesse, colocou-o numa jarra da mesa do Centro Espírita Luiz Gonzaga, momentos antes da sessão.
O Chico, às voltas com os abraços dos muitos amigos, que o felicitavam pela grande data, somente conseguiu ver e abraçar o Agostinho no término da reunião.
E, como a provar-lhe de que não se esquece de ninguém, não faz pouco-caso de nenhum irmão, acercou-se dele e foi dizendo-lhe, sob sua surpresa e emoção:
—Agostinho, Emmanuel pede-me que lhe agradeça as lindas rosas. Elas trazem algo de você e enfeitaram a nossa reunião. E acredite: foi o melhor dos presentes que recebi.

Ramiro Gama

Humilde ou sem vergonha?

O Chico, num momento de distração, em que se sentia fisicamente desgastado, pois já havia atendido cerca de 80 casos, cada qual mais doloroso, como sucede diariamente, foi procurado por um irmão que o caceteou por mais de duas horas. O boníssimo Médium sentia-se experimentado em demasia. Tratava-se de um desses casos para o qual o saudoso Dr. Bezerra receitara prisão em vez de oração, por se tratar de espíritos abusadores. E, num momento de descuido, deixou o importuno irmão falando sozinho, dizendo-lhe: não me amole e até logo. Isto foi o bastante para criar um desafeto que passou, daí em diante, a não corresponder ao seu cumprimento.
O Chico sentiu o caso. Nunca fizera desafetos. Possuía, como possui, a sua estrada livre, sem inimigos. E procurou resolvê-lo cristãmente. E, numa tarde, pondo a vergonha de lado e vestindo-se de bastante humildade, procurou o inimigo. E esse, atendendo ao Chico e à sua justificativa, saiu-se com esta: Chico, você me procura por ser humilde ou sem vergonha?
—Por ser sem vergonha…
—Ah! Então aceito o seu gesto de amizade, porque vejo que você é mesmo sincero. E tornaram-se, de novo, bons amigos.

Ramiro Gama

Professora Rosália Laranjeiras

AmanhecerA prezada irmã Naná, proprietária do Hotel Diniz, porto seguro de descanso e fraternidade para os espiritistas que chegam a Pedro Leopoldo, visto que nele ela mantém, com sua boa conversa e seu espírito evangelizado um clima de paz e boa vizinhança, contou-nos o seguinte:
D. Rosália Laranjeiras morreu no ano passado em Belo Horizonte. Era uma boa criatura, muito abnegada, sincera e serviçal. Foi a primeira e única Professora do Chico no Grupo Escolar desta localidade. Foi ela quem descobriu a mediunidade notável de nosso bondoso Francisco Cândido Xavier.
Fazia convescotes, passeios campestres com os alunos, uma vez por semana, possibilitando-lhes sentirem a natureza, traduzirem-lhe a mensagem de amor, viverem um dia de primavera. No dia seguinte, no entanto, teriam de dar-lhe por escrito, a impressão do passeio. O Chico, nas descrições, tirava sempre o primeiro lugar. Era dele a composição melhor. E isto foi chamando a atenção de todos e dela mesmo. Não era possível. O Chico deveria ter décor o que escrevia porque excedia e muito o que aprendera. E assim pensando, preparou-lhe uma armadilha.
Realizou um passeio mais cedo e na volta encaminhou todos os alunos para o Grupo Escolar.
Desejava ali, naquele mesmo dia, a impressão. Distribuiu-lhes o papel e esperou. No julgamento, o Chico tirou, de novo, o primeiro lugar: escrevendo uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas. Dona Rosália mandou os alunos para casa e foi mostrar aos seus amigos íntimos a composição do Chico e todos foram acordes em reconhecer que aquilo ou fora copiado ou, então, era dos espíritos. Cheirava mediunidade. E, desta forma, o querido Médium ficou sob observação e sendo o assunto do dia como até hoje ele o é.
Depois, alguém apareceu na sua estrada. As primeiras sessões foram feitas, O Parnaso de Além-Túmulo foi iniciado. A Fonte começou a jorrar e tornou-se, com o tempo, por graças de Deus, uma corrente de água pura, maravilhando-nos e dessedentando-nos. Que o Divino Mestre dê hoje e sempre bastante Luz, Força, Paz e Proteção ao seu verdadeiro servidor que lhe exemplifica o Apostolado e nos mostra, como modelo, como devemos servi-lo.

Ramiro Gama

As cartas do Dr. Guillon Ribeiro II

As cartas do Dr. Guillon Ribeiro IINosso distinto confrade Thomas Menezes, estimado Espírita da cidade de Petrópolis, onde dirige, com segurança, o Centro Espírita Bezerra de Menezes, compareceu à nossa residência especialmente para louvar os Lindos Casos de Chico Xavier que, ao seu dizer, lhe confortavam muito, e para nos mostrar, dentre outras, uma carta do Dr. Guillon Ribeiro, que transcrevemos abaixo, como testemunho do que afirmamos: que esse nosso saudoso irmão, através de suas cartas, evangelizou muitos corações e resolveu casos dolorosos de muitos irmãos. Nosso caro irmão Thomas Menezes, em 1933, atravessava uma situação difícil, como se compreenderá da resposta que recebeu. Pôs em prática os conselhos recebidos e conseguiu solucionar sua situação.
E, hoje, decorridos 26 anos, pode afirmar que Jesus, por intermédio do Dr. Guillon Ribeiro, o ajudou, e lhe deu o remédio de que precisava. Leiamos, pois, a carta, com atenção e carinho, tanto mais que revela lições importantes e que se atualizam com os nossos dias:

Rio, 31 de janeiro de 1933
Prezado irmão Thomas Menezes.
Paz em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Recebi sua estimada carta de 14 do corrente e vivamente me penalizaram as rudes provas por que tem passado pessoalmente, bem como os demais membros da sua família, provas de que nela me informa e que culminaram em ficar o seu irmão Eugênio com as faculdades mentais perturbadas.
Não sei se o amigo conhece alguma coisa da Doutrina Espírita. Como quer que seja, procure conhecê-la bem, porque só ela explica racionalmente essas e todas as outras vicissitudes de ser das dores e dos sofrimentos que lhe são peculiares, em face da justiça, da misericórdia e do amor infinito de Deus, nosso Criador e Pai. Só ela nos dá a conhecer o que é a existência corpórea, em seu verdadeiro significado, o que representa, como fator do progresso de nossos Espíritos, objetivando a realização do destino único para que ele nos criou a todos – a suprema felicidade, que alcançaremos quando chegarmos à perfeição moral. Ainda mais: só por ela conhecerá todo o valor da prece e aprenderá a valer-se desta, para atrair o amparo, a assistência, e o auxílio dos bons Espíritos que, como mensageiros do Senhor, são os distribuidores das esmolas do seu coração boníssimo.
Digo-lhe isto porque na prece feita de coração, com fervor e humildade, é que o amigo e os que o rodeiam encontrarão o conforto de que necessitam, o bálsamo para as feridas que se lhes tem aberto na alma e as energias morais indispensáveis a enfrentarem com paciência, resignação e humildade as provações que ainda lhes estejam reservadas, certos de que, se Deus, que é bom, que é infinitamente bom, permite que as soframos, Ele a cuja revelia não cai um só fio de cabelo das nossas cabeças, é que elas são úteis e necessárias aos nossos Espíritos, a fim de que estes sejam o que devem ser, correspondendo aos seus desígnios, isto é, verdadeiros filhos seus, pela observância da lei suprema, que enfeixa em si todas as leis emanadas da sua onisciência, a que nos prescreve amá-lo acima de todas as coisas, amando ao próximo como a nós mesmos, perdoando a todos e sempre para sermos perdoados de nossos erros, culpas, faltas e crimes, oriundos todos do orgulho e do egoísmo, que são os nossos maiores inimigos. Fazendo-nos ter olhos de ver somente as coisas da vida material, em detrimento da vida espiritual, que é a verdadeira vida, o orgulho e o egoísmo são a causa principal das nossas decepções, aflições e amarguras. E a força nos faltará sempre para combatê-los, para deixarmos de ser escravos, para deixarmos de ser, pelo ascendente deles, filhos do pecado e nos tornamos filhos de Deus pela posse das virtudes que lhe são opostas, se não recorrermos continuamente à prece, entendendo-a no seu verdadeiro significado e fazendo-a, não de lábios apenas, mas com verdadeiro sentimento cristão. Ponha em prática estes conselhos e verá como a alegria sã voltará ao seu Espírito e dos que lhe são caros.
Quanto ao seu irmão Eugênio, o Espírito amigo a quem consultei sobre ele, respondeu o seguinte:
“Alma sem a força da fé, não resistiu à prova. Só um trabalho espiritual, feito com a unção do sentimento da caridade, e com absoluta confiança em Deus, poderá curá-la. Mas, para isso, é indispensável que ele esteja num meio afetuoso e calmo, sem o que não haverá possibilidade de bom êxito. Lá onde se acha não melhorará, ao contrário, piorará cada vez mais.
Para os membros da sua família, imploro a Deus coragem e resignação nas suas provas.
A isso, nada me resta acrescentar, depois do que acima deixei dito.
O que lhe posso afirmar é que a Jesus e a nossa Mãe Santíssima rogarei com fervor o bálsamo do amor e da misericórdia de seus corações amantíssimos, para o amigo e para todos os membros da sua família.
Paz, humildade e fé.
Fraternas e cordiais saudações do irmão e amigo

Guillon Ribeiro

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