Livro Divino

Livro DivinoO professor Lauro Pastor acabava de fazer uma interessante conferência na Secretaria de Saúde e Assistência, de Belo Horizonte, em 20 de abril de 1952, quando ali era comemorado o livro Espírita, tecendo comentários muito oportunos sobre o LIVRO DIVINO, visto que acabou rematando sua palestra realçando o Evangelho.
Sua palestra foi toda gravada e ele falou, inspiradamente, de improviso.
No fim, achando-se presente o Chico Xavier, este, enquanto o Professor Lauro falava, recebeu a Bela Poesia de Castro Alves, que transcrevemos aqui, como um presente aos leitores:

LIVRO DIVINO

Gemia a Terra humilhada,
A noite do cativeiro
Dominava o mundo inteiro
Sob o carro da opressão;
Com mandíbulas vorazes
De loba que se subleva,
Roma, encharcada de treva,
Estendia a escravidão.

Tremeram dourados sólios,
O orgulho caiu de rastros;
Arcanjos vinham dos astros
Em cânticos de louvor.
Mas ao invés da vingança,
Contra o ódio, contra a guerra,
O Livro pedia à Terra:
Bondade, Perdão e Amor…

Entre as águias poderosas,
Jazia Atenas vencida,
Carpia Cartago a vida
Ligada a grilhão cruel.
Na Capadócia, na Trácia,
Na Mauritânia e no Egito,
O povo chorava aflito,
Tragando cicuta e fel.

Começou o novo Reino…
Horizontes infinitos
Descerraram-se aos aflitos,
Perdidos nos escarcéus;
Os fracos e os desditosos,
Os tristes e os deserdados,
Contemplaram, deslumbrados,
Novos mundos, novos céus.

O frio invadira os templos,
Não mais Eros de olhar brando,
Nem bela Afrodite amando,
Nem Apolo encantador;
O Olimpo dormira em sombra,
Cessara a graça de Elêusis,
Não surgiam outros deuses,
Que não fossem do terror.

Desde então a Humanidade
Trabalha, cresce, porfia,
Ao clarão do novo dia,
Por escalar outros sóis;
E a Mensagem continua,
Em sublimes resplendores,
Formando Renovadores,
Artistas, Santos e Heróis.

Mas quando o mal atingira
O apogeu da indiferença,
Disse Deus na altura imensa:
“Faça-se agora mais luz!”
E um livro desceu brilhando,
Para a História envilecida:
Era o Evangelho da Vida,
Sob as lições de Jesus.

Espíritas, companheiros
Da grande Luz Restaurada,
Tracemos a nossa estrada,
Na glória do amor cristão;
E servindo alegremente
Na luta, na dor, na prova,
Busquemos na Boa-nova
O Livro da Redenção!

Ramiro Gama

Decálogo para estudos evangélicos

Na noite de 21 de março de 1952, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, discutia-se sobre a melhor maneira de orientar a pregação espírita cristã, quando Espírito André Luiz externou-se acerca do assunto, com a seguinte página:

Decálogo para estudos evangélicos1 – Peça a inspiração divina e escolha o tema evangélico destinado aos estudos e comentários da noite.
2 – Não fuja ao espírito do texto lido.
3 – Fale com naturalidade.
4 – Não critique, a fim de que a sua palavra possa construir para o bem.
5 – Não pronuncie palavras reprováveis ou inoportunas, suscetíveis de criar imagens mentais de tristeza, ironia, revolta ou desconfiança.
6 – Não faça leitura, em voz alta, além de cinco minutos, para não cansar os ouvintes.
7 – Converse ajudando aos companheiros, usando caridade e compreensão.
8 – Não faça comparações, a fim de que seu verbo não venha ferir alguém.
9 – Guarde tolerância e ponderação.
10 – Não tenha indefinidamente a palavra; outros companheiros precisam falar na sementeira do Bem.

André Luiz
Cremos que esta pequena mensagem oferece interessantes apontamentos, dando-nos o que pensar.

Ramiro Gama

Aprender com sabedoria e servir com amor

JOÃO PINTO DE SOUZA

João Pinto de SouzaNa noite de 31 de agosto de 1951, estivemos em Pedro Leopoldo e, em prece com o Chico, recebemos a linda Mensagem de João Pinto de Souza, o criador da Hora Espiritualista, apreciando nossa Campanha de Alfabetização, mensagem essa que aqui transcrevemos:

Hoje, mais do que nunca, entendo que o Espiritismo, qual é aceito e compreendido entre nós, pode ser definido como sendo Caridade e Educação. Através do bem, melhoramos a vida fora de nós, em favor de nossa própria felicidade e, por intermédio do Ensino, aprimoramos a vida igualmente, dentro de nós, para que nossa atuação no mundo se enriqueça de bênçãos.
Enquanto aí, por maiores que se revelem as demonstrações de nossa fé, não chegaremos realmente a apreender toda a extensão e toda a grandeza do tesouro que o Alto nos confia, nos valores que a Doutrina Consoladora dos Espíritos nos oferece. É preciso fechar os olhos no campo denso da carne, para reconhecer, em verdade, as riquezas imperecíveis de que fomos dotados pelo Espiritismo Evangélico, porque as oportunidades de elevação para nós todos fluem, com abundância e beleza, de todos os ângulos da luta humana, convidando-nos a aprender com sabedoria e a servir com amor, a benefício de nossa ascensão no caminho do reajuste.
Assim, pois, quanto puderem vocês, que ainda estão retendo a graça do corpo físico para engrandecer os interesses de Deus entre os homens, aproveitem o ensejo de lutar e sofrer, ajudar e edificar em nome do Senhor, principalmente na esfera da sementeira cristã que a propaganda espírita possibilita a nós todos, como sublime construção da Mente Nova do Mundo sob a inspiração da Boa-nova, sentida e realizada, nos círculos de ação em que evoluímos para a frente.
Hora Espiritualista é, nesse sentido, uma escola abençoada de conhecimento e de luz que nos cabe desdobrar no verbo santificante do Evangelho, através do céu, para os lares e para os corações sedentos de renovação para o Grande Futuro.
Não desfaleçamos e, sem dúvida, não tardará a frutificação de nossa sementeira com o Cristo.
O tempo é de lições demonstrativas. A graça divina nos visita em todos os caminhos da luta terrestre, em forma de convocação ao esforço incessante no bem eterno.
E, esperando que nos unamos cada vez mais em torno da execução de nosso programa de serviço espiritual, abraço a todos os amigos e irmãos de Ideal.

João Pinto de Souza
Nascimento – 08.02.1891
Falecimento – 31.07.1943

Página ao Irmão mais velho

Quando da realização da 1ª Semana do Moço Espírita de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em julho de 1950, todos os trabalhos se desdobravam em torno dos jovens, mas Emmanuel se manifestou pelo Chico e escreveu esta “Página ao irmão mais velho”, que oferecemos também aos nossos leitores:

EmmanuelAjuda a teu filho enquanto é tempo.
A existência na Terra é a vinha de Jesus, em que nascemos e renascemos.
Quantos olvidam seus filhinhos, a pretexto de auxílio ao próximo e acabam por fardos pesados a toda gente!
Quantos se dizem portadores da caridade para o mundo e relegam o lar ao desespero e ao abandono?
Não convertas o companheiro inexperiente em ornamento inútil, na galeria da vaidade, nem lhe armes um cárcere no egoísmo, arrebatando-o à realidade, dentro da qual deve marchar em companhia de todos.
Dá-lhe, sempre que possível, a bênção dos recursos acadêmicos, contudo, antes disso, abre-lhe os tesouros da alma, para que não se iluda com as fantasias da inteligência quando procura agir sem Deus. Ensina-lhe a lição do trabalho, preparando-o, simultaneamente, na arte de ser útil, a fim de que não se transforme em alimária inconsciente.
Os pais são os ourives da beleza interior.
O buril do exemplo e a lâmpada sublime da bondade são os divinos instrumentos de tua obra.
Não imponhas à formação juvenil os ídolos do dinheiro e da força.
A bolsa farta de moedas, na alma vazia de educação, é roteiro seguro para a morte dos valores espirituais.
O poder sem amor gera fantoches que a verdade destrói no momento preciso.
Garante a infância e a juventude para a vida honrada e pacífica.
Que seria do celeiro se o lavrador não preservasse a semente?
Quem despreza o grelo* frágil é indigno do fruto.
Faze de teu filho o melhor amigo, se desejas um continuador para os teus ideais.
Que será de ti se depois de tua passagem pela carne não houver um cântico singelo de agradecimento endereçado ao teu espírito, por parte daqueles que deves amar? Que recolherás na seara da vida, se não plantares o carinho e o respeito, a harmonia e solidariedade, nem mesmo um pequenino canteiro doméstico?
Não reproves a esmo. A tua segurança de hoje lança raízes na tolerância de teu pai e na doçura das mãos enrugadas e ternas de tua mãe.
Esquece a cartilha escura da violência. Que seria de ti sem a paciência de algum velho amigo ou de algum mestre esquecido que te ensinaram a caminhar?
O destino é um campo restituindo invariavelmente o que recebe.
Ama teu filho e faze dele o teu confidente. E quanto puderes, com o teu entendimento e com o teu coração, ajuda-o, cada dia, para que não te falte a visão consoladora da noite estrelada na hora do repouso e para que te glorifiques, em plena luz, no instante bendito do sublime despertar.

*(grelo – nome genérico para um rebento de uma planta)

Emmanuel

Ramiro Gama

Saldo e extra

Na noite de 13 de março de 1950, alguns amigos conversavam sobre os problemas do homem na Terra, quando, iniciados os trabalhos, André Luiz veio à assembleia e escreveu a seguinte Mensagem pelo lápis do Chico:

André LuizO homem comum, em todas as latitudes da Terra, guarda, habitualmente, o mesmo padrão de atividade normal.
Alimenta-se. Veste-se. Descansa. Dorme. Pensa. Fala. Grita. Procria. Indaga. Pede. Reclama. Agita-se.
Em suma, consome e, muitas vezes, usurpa a vitalidade dos reinos que se lhe revelam inferiores.
É o serviço da evolução.
Para isso, concede-lhe o Senhor grande quota de tempo.
Cada semana de serviço útil, considerada em seis dias ativos, é constituída de 144 horas, das quais as criaturas mais excepcionalmente consagradas à responsabilidade gastam 48 em trabalho regular.
Nessa curiosa balança, a mente encarnada recebe um saldo de 96 horas, em seis dias, relativamente ao qual, raríssimas pessoas guardam noção de consciência.
Por semelhante motivo, a sementeira gratuita da fraternidade e da luz, para o seguidor de Cristo se reveste de especial significação.
Enorme saldo de tempo exige avultado serviço extra.
Em razão disso, às portas da Vida Eterna, quando a alma do aprendiz, no exame de aproveitamento além da morte, alega cansaço e se reporta aos trabalhos triviais que desenvolveu no mundo, a palavra do Senhor sempre interrogará, inquebrantável e firme:
— Que fizeste de mais?

André Luiz

Oferecemos esta Mensagem aos nossos leitores para as nossas meditações.

Ramiro Gama

O Tesouro da Fraternidade

Chico e EmmanuelNa noite do Ano Bom de 1950, vários irmãos de Belo Horizonte, reunidos em Pedro Leopoldo, em companhia do Chico, comentavam a importância das riquezas para a extensão do bem:
Aqui, desejava-se o salário farto…
Acolá, falava-se em dinheiro da loteria…
Chegada a hora da prece, Emmanuel, pelo lápis do Médium, endereça aos presentes a seguinte:

Mensagem

Não desprezes as pequeninas parcelas de carinho para que atinjas o tesouro da fraternidade.
Uma palavra confortadora.
O gesto de compreensão e ternura.
A frase de incentivo.
O presente de um livro.
A lembrança de uma flor.
Cinco minutos da palestra edificante.
O sorriso do estímulo.
A gota de remédio.
A informação prestada alegremente.
O pão repartido.
A visita espontânea.
Uma carta de entendimento e amizade.
O abraço de irmão.
O singelo serviço em viagem.
Um ligeiro sinal de cooperação.
Não é com o ouro fácil que descobrirás os mananciais ignorados e profundos da alma.
Não é com a autoridade do mundo que conquistarás a renovação real de um amigo.
Não é com a inteligência poderosa que colherás as flores ocultas da confiança.
Mas sempre que o teu coração se inclinar para um mendigo ou para um príncipe, envolvido na luz sublime da boa vontade, ajudando e servindo em nome do Bem, olvidando a ti mesmo para que outros se elevem e se rejubilem, guarda a certeza de que tocaste o coração do próximo com as santas irradiações das tuas pérolas de bondade, e caminharás no mundo, sob a invencível couraça da simpatia, para encontrar o divino tesouro da fraternidade em plenos céus.

Emmanuel

Quem puder ajuntar esse tesouro, decerto comprará com facilidade um passaporte para o Céu.

Ramiro Gama

Uma visita de Luiz Guimarães


Cartão fraternoGrande número de irmãos se reunia na residência do nosso confrade Luiz Mescolin, na cidade de Juiz de Fora, em Minas, na noite de 12 de junho de 1949, palestrando sobre Espiritismo e Poesia, quando alguém lembrou a suavidade das produções de Luiz Guimarães. E se o Poeta viesse escrever algo? Depois de alguns momentos, congregaram-se os circunstantes num círculo de oração e o Poeta lembrado apareceu, escrevendo pelo Chico o seguinte soneto:

Cartão Fraterno

Abre teu coração à luz divina
Para que a luz do amor em ti desponte.
E subirás, cantando, o excelso monte
Que de bênçãos celestes se ilumina.

Honra a luta na terra que te inclina
À sublime largueza de horizonte.
A nossa dor é a nossa própria fonte
De profunda verdade cristalina.

Quebra a escura cadeia que te isola!
Faze de teu caminho a grande escola
De renascente amor, puro e fecundo!

Deixa que o Cristo te penetre a vida
E que sejas do Mestre a chama erguida
À luminosa redenção do mundo.

Luiz Guimarães

Esta produção mediúnica foi publicada na Revista Espírita “O Médium”, da referida cidade, em seu número de junho de 1949.

Ramiro Gama

O Hino do Repouso

Novo amanhecerNa noite de 10 de março de 1949, Dona Maria Pena Xavier, uma das cunhadas do Chico, entrou em longa e comovedora agonia, depois de persistente enfermidade.
O Médium, acompanhado de vários familiares, entra em oração. E o Chico vê o quarto humilde povoar-se de numerosas crianças desencarnadas.
E elas cantam delicado hino, como que embalando a enferma a desencarnar.
O Médium roga a um dos Espíritos Amigos presentes que lhe dê, por generosidade, a letra do hino e o Amigo dita, verso a verso.
Em breves momentos, a composição, abaixo transcrita, está perfeita no papel em que o Médium está escrevendo o que ouve:

Rasgaram-se os véus da noite…
Novo dia resplandece.
Viajor, descansa em prece
Ao lado da própria cruz.
No firmamento dourado
Rebrilha a aurora divina,
Porque a morte descortina
Vida nova com Jesus.

Repete, agora, conosco:
“Bendita a dor santa e pura
Que me deu tanta amargura
E tanta consolação”.
E orando, em paz, no repouso,
De alma robusta e contente,
Agradece alegremente
A própria libertação.

Esquece a aflição do mundo!
No seio da crença olvida
Todas as sombras da vida,
Todo sonho enganador.
Sob a bênção da alegria,
És a andorinha celeste
Na esperança que te veste,
Voltando ao ninho de amor.

Descansa! Que além da sombra,
Outra alvorada te espera!
Abençoa a nova esfera
A que o Senhor nos conduz.
Dilatarás, muito em breve,
Todo o júbilo que vazas,
Desdobrando as próprias asas
No Reino da eterna Luz!

Decorridos instantes, Dona Maria desencarnou e até hoje não se sabe a autoria do belo hino cantado pelos Espíritos Amigos junto à humilde viúva, em seu leito de morte.
Esta linda página consta do livro Cartas do Coração, publicado em benefício das obras do Centro Espírita Aliança do Divino Pastor, sediado no Leblon, no Rio.

Ramiro Gama

O Culto Doméstico do Evangelho

Casimiro CunhaCasimiro Cunha
Nascimento: 13.04.1880
Falecimento: 1914

Explicando-se com singeleza e segurança, pelo lápis do Chico, na noite de 16 de dezembro de 1948, assim se expressou Casimiro Cunha sobre o culto doméstico do Evangelho:

Quando o culto do Evangelho
Brilha no centro do Lar,
A luta de cada dia
Começa a santificar.

A mente dos aprendizes,
Bebe luz em pleno ar,
Todos disputam contentes,
A glória do verbo dar.

Onde a língua tresloucada
Dilacera e calunia,
Brotam flores luminosas
De sacrossanta alegria.

A bênção do culto aberto
Na Divina diretriz,
Conversa Jesus com todos
E a casa vive feliz.

No lugar em que a mentira
Faz guerra de incompreensão,
A verdade estabelece
O império do Amor cristão.

Quem traz consigo a alegria
Combatendo as trevas e o mal,
Encontra a porta sublime
Do Reino Celestial.

Onde a ira ruge e morde,
Qual rude e invisível fera,
Surge o silêncio amoroso
Que entende, respeita e espera,


Ramiro Gama

Pela oportunidade permanente destes conceitos, deliberamos assinalá-las como precioso aviso a nós todos.

Uma visita de Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa
Nascimento: 24.11.1861
Falecimento: 19.03.1898

Cruz e SousaO confrade Izaltino Silveira Filho, digno companheiro nosso em Juiz de Fora, achava-se em prece com o Chico, em Pedro Leopoldo, na noite de 11 de setembro de 1948, quando ele e o Médium registraram a presença de alguns amigos espirituais.

Concentraram-se e, dentre as mensagens recebidas, veio o seguinte soneto de Cruz e Souza pelas mãos do Médium, dedicado ao irmão acima referido:

Segue

Segue gemendo no caminho estreito,
De pé sangrando em chagas dolorosas,
Sustentando alegrias que não gozas,
À renúncia rendendo excelso preito.

Na cruz pesada que te oprime o peito,
Encontrarás estrelas milagrosas,
Sob chuvas de bênçãos e de rosas,
Que dimanam do Amor Santo e Perfeito.

Se o temporal de lágrimas te encharca,
Seja a esperança a luminosa marca
Que te assinale as súplicas sinceras!

Somente a dor na terra estranha e escura
Apaga, na corrente da amargura,
Os erros que trazemos de outras eras…
Cruz e Souza

Assinalamos aqui esse soneto, não só por sua beleza, mas também pela exatidão do estilo que caracteriza o grande e inesquecível poeta.
Ramiro Gama

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