Graças inesperadas

Graças inesperadasCerta vez comparecemos em Pedro Leopoldo com Moreira Guimarães, sua cara esposa Dona Marcele e a Professora Carlinda Guimarães. Vivemos também momentos de rara emoção.
Todos recebemos graças inesperadas. A irmã Marcele, que veio da França, em plena guerra mundial, em 1945, acompanhada de uma senhora cega e íntima de sua família, recebeu algo que a fez chorar, quando o Chico lhe dizia:
— Irmã Marcele, a seu lado está o Espírito de uma senhora, que se chama Maria Luíza, que era cega, quando na Terra, e que, segundo me diz, a trouxe da França para o Brasil…
Moreira recebe notícias de um irmão, de confrades da velha guarda, no Além, como de Inácio Bitencourt e outros.
A Professora Carlinda também ganha algo para seu nobre coração de mãe abnegada, criando filhos alheios. E, por fim, quando menos esperávamos, o Chico diz: irmã Zezé, a seu lado está um senhor, que quer se identificar por Tio Tonio. Tratava-se do Dr. Antônio Costa, tio de nossa esposa, estimado e culto advogado, homem de bem, desencarnado recentemente.
E, para nós:
— Ramiro, há um Espírito aqui, que desencarnou em Três Rios, meses atrás, e manda-lhe um abraço. Chama-se Martinho Martins da Rocha. Referia-se a um confrade Espírita com quem trabalhamos no Fé e Esperança, na querida localidade fluminense e que desencarnara sem que o soubéssemos.
E, finalizando, dirige-se ainda à Irmã Zezé:
— Aqui está o Espírito de Dona Antonieta. A irmã Zezé lembra-se de uma pessoa da família mas o Chico retruca:
— Não é esta, mas sim Dona Antonieta, aquela que foi sua vizinha e que morava defronte à sua casa. A irmã Zezé chora de emoção. Pois nem de leve se lembrava dessa vizinha, que desencarnara meses atrás, se bem houvesse recebido de sua família, ao embarcar, um pedido de prece para esse Espírito.
E, assim, graças sobre graças recebemos e longe iríamos se fôssemos registrar aqui o que temos ganho e, conosco, nossos companheiros de viagem, junto à mediunidade abençoada de Chico Xavier.
Que Jesus sempre e cada vez mais o ilumine, pois, em verdade, é uma Antena de Luz por onde o Divino Mestre vem consolando, esclarecendo e medicando seus irmãos sofredores da Terra.

Ramiro Gama

Graças sobre graças!

FAZENDA MODELO

Fazenda ModeloConhecemos, sobremodo, a Missão trabalhosa e beneficial do Chico. Sabendo como vive, porque vive e sempre em permanente jejum e oração, alimentando-se apenas uma vez por dia e, mesmo assim, com uma refeição sóbria, de verduras e pouca carne, feita com pouco sal, evitamos, quando o visitamos, procurá-lo fora das sessões do Luiz Gonzaga.
Ele tem, em cada dia, as horas tomadas. O tempo lhe é um patrimônio sagrado e sabe validar até a bênção dos minutos. Levanta-se cedo e vai para o Escritório da Fazenda Modelo, onde trabalha até as 17 horas, vindo à casa apenas para o almoço. À tarde, se não há nenhuma sessão no Luiz Gonzaga ou no Centro Meimei, aproveita-a para atender à recepção de algum livro, para responder cartas, visita a algum doente. Seu tempo é, pois, repleto de bons exemplos.
Não fazemos parte dos que o procuram para satisfazer curiosidade ou dar-lhe sofrimento com palestras contrárias às normas cristãs, ou ainda, para lhe pedir a solução de assuntos pessoais, que devem ser solucionados pelos seus respectivos donos.
Nossas visitas trazem sempre o imperativo da necessidade de um esclarecimento doutrinário e o benefício de nosso próximo ou a possibilidade de consolo para irmãos necessitados, vivendo os dramas dolorosos do desencarne de entes amados.
E, por isso, temos sido bem-sucedidos, graças a Deus!
Em maio de 1956, levamos conosco o General Carlos Gomes e sua prezada esposa. Havia uma necessidade. O trabalho era cristão. Nossos caros irmãos sofreram o golpe do desencarne de seu filho único, Carlitinhos, de 24 anos, que se deu em plena robustez física, quando cursava o sexto ano de medicina. Tinham os nossos amigos de infância de suportar aquela prova crucial em sua vida e somente o conseguiram indo conosco a Pedro Leopoldo, onde receberam a elucidação do homicídio espiritual, de que seu filho fora vítima, aquilo que não compreendemos, pobres que somos das luzes celestiais e que vive, justificado nas Leis de Deus.
Fomos todos obsequiados com a graça do Pai! Pela mediunidade de Chico Xavier, nossos amigos receberam uma mensagem esclarecedora e cheia de ensinos evangélicos de seu saudoso filho, que se mostrava mais vivo nos seus conceitos, nos seus anseios, na sua identificação preciosa, comovedora. O Chico viu perto do General dois de seus queridos colegas de Exército, hoje na Espiritualidade. Ilha Moreira e Marçal Nonato de Faria. Depois, no momento em que dedicava vários exemplares do Evangelho aos familiares do General, o querido Médium para um instante, para lhe dizer:
— General, a seu lado, entre outros amigos, está o Espírito de seu irmão Zezé, que vem assistir ao ato fraterno da oferenda desse livro à sua esposa Marina e aos seus filhos: José Carlos e Maria Cândida.
O General Carlos Gomes, sua esposa e todos nós ficamos sensibilizados, porque o Chico não sabia que, no Além, havia um irmão do nosso Amigo e que se chamava José e era, na intimidade, tratado por Zezé…
Outras graças vieram e pudemos descer de Pedro Leopoldo para o Rio trazendo os corações agraciados e os nossos companheiros de viagem consoladíssimos, trazendo nas fisionomias e, por certo, nos corações, uma nova compreensão, quanto aos justos desígnios de Deus.

Ramiro Gama

Visita medicamentosa


Visita medicamentosaNuma quinta-feira do mês de agosto de 1946, Dona Naná acordou assustada ouvindo a voz do Espírito de sua progenitora, que lhe dizia:
—Levanta-te e vai visitar tua irmã Santinha, em Barbacena, que está muito mal.
Levantou-se e saiu para a rua. Encontrou-se com o Chico, que lhe diz:
—Naná, sua mãe lhe manda dizer para você embarcar, imediatamente, para Barbacena, a fim de cuidar de sua irmã. Seus familiares e o médico da casa creem que ela está na hora da morte.
Mas ainda não vai desta vez. E sua chegada vai ser um remédio para a doente que, com isto, vai melhorar para daqui a alguns dias, levantar-se salva.
Horas depois, Dona Naná recebe um telegrama de Barbacena, dizendo: sua irmã Santinha gravemente enferma. Venha com urgência.
Dona Naná embarcou, horas depois, para Barbacena. Lá sucedeu o que Chico lhe dissera. Com sua chegada, a doente melhorou. E, dias depois, estava salva.

Ramiro Gama

O H. Diniz não deve morrer

Fig. PEDRO LEOPOLDO, vista aérea, 1958

Pedro Leopoldo, vista aérea, 1958No ano de 1956, visto que seu Hotel estava condenado pela Prefeitura local, Pedro Leopoldo, que planejava cortar-lhe a frente para prolongar a Rua Herbster, paralela à estação, Dona Naná resolve não tirar a licença para o ano de 1957. Isto em novembro, mês dedicado a este procedimento.
Achava-se neste propósito, quando na varanda de sua casa, chega o Fiscal Municipal com a petição para ela assinar, pedindo a licença. Algo estranho sucedeu com ela. Esqueceu de tudo e, com as mãos trêmulas, assinou a petição com uma letra bem diferente.
Daí a instante, o Chico apareceu-lhe e diz-lhe:
—Naná, sua mãe me apareceu e pede para você não abandonar esta casa. O H. Diniz não deve morrer. E a rua não vai passar por aqui. Você pode fazer as reparações desejadas. O dinheiro vai aparecer, abençoadamente. E foi sua mãe quem fez você assinar o pedido da licença.
E tudo sucedeu com o Chico prenunciara. E até o dinheiro, que não sabia donde tirar para reparar sua casa, como que veio do céu, abençoadamente. Vários quinquênios atrasados da Prefeitura, de que é Professora, vieram sem que os esperasse e, com eles, vai resolvendo seu caso.
Graças a Deus!

Ramiro Gama

Estava doente e não sabia

Fig. CORREIOS, PEDRO LEOPOLDO

Correios, Pedro LeopoldoNossa querida irmã Naná, proprietária do Hotel Diniz, possui uma série de Lindos Casos do Chico. Apenas estes nos autorizou a publicar:
Em 1943, em dias do mês de julho, achava-se gravemente enferma e não sabia. A lida do hotel era muita e não havia tempo para pensar em seu corpo. E encontrou-se com Chico, na porta do Correio, que lhe diz:
— Naná, o Espírito de sua mãe esteve comigo há pouco e pede para você urgentemente, procurar o Dr. José de Carvalho, pois você está muito doente e não sabe e pode, de um momento para outro, desencarnar e partir fora do tempo.
Dona Naná procurou o médico, que era de confiança de sua família, que lhe diagnosticou: apendicite em supuração. Foi imediatamente hospitalizada e operada horas depois, no momento exato. Se passasse um dia, talvez seu Espírito tivesse desencarnado.

Ramiro Gama

O previsto aconteceu

Fig. SEMEADURA

SemeaduraAlguém procura o Chico em prantos, porque fora vítima de uma maledicência, da vingança de um adversário e cita-lhe o nome. E o caríssimo Médium, estuário de infinidades de problemas, de queixas, de anseios os mais extravagantes, sofre e chora para, daí a instante, prelecionar:
—Perdoe, minha irmã, o seu ofensor. Procure ter dó, comiseração de seu adversário, porque daqui a uns quinze dias, ele vai sofrer mais do que você. Vai passar por uma prova tão dolorosa, visto que apenas tem semeado espinhos em sua estrada, que você vai comiserar-se dele e esquecer o mal que lhe fez. Não procure, pois, vingar, revidar o insulto recebido. Deixe que cada um seja vingado por si mesmo, até compreender, com Jesus, o benefício do Perdão e o esquecimento das ofensas.
O previsto aconteceu. O ofensor, 15 dias depois, colheu o que semeara. Sofreu tanto que o povo do lugar em que residia soube e, dele se comiserou, inclusive nossa irmã a quem tanto fizera mal. E mais uma Lição do Perdão vitoriou os princípios salvadores do Evangelho!

Ramiro Gama

Antena de Luz

Antena de LuzO estimadíssimo polígrafo de Pedro Leopoldo é, em verdade, uma Antena de Luz captando de mais Alto, esclarecimentos, benefícios, consolação para seus irmãos da Terra.
Não podemos contar tudo quanto ouvimos do Chico ou lhe descobrimos em redor, revelando graças de Deus. Infinidade de Casos particularizam problemas íntimos e se referem a irmãos infensos à publicidade.
Ah! Se pudéssemos colocar aqui, como foram ouvidos e sentidos, todos os Lindos Casos, cada qual mais emocionante!
Ah! Pudesse o Chico revelar tudo o que vê, o que observa no ar, junto às pessoas, dentro dos lares, em plena sessão do Luiz Gonzaga, e quantas lições viriam à luz para alegria de poucos e contrariedade de muitos!
E, desta forma, somente de leve, registramos aqueles que não firam a modéstia do Médium e nem lhe tragam sofrimentos.
Pelo menos, citaremos os títulos de alguns, que guardam preciosas lições Evangélicas: “Comerciando com Deus”; “Boaventurices”; “O homem do Sedan”; “Uma flor e uma Prece”; “Vida Noturna”; “A coisa mais difícil”; “A escolha das rezes”; “Guia atrasado”; “Colaboradores dedicados”; “Meu Deus é outro”; “Se esperasse”; “A máquina de escrever”; “Seu desejo maior”; “A lição do bife”; “Mau alimento e mágoa”; “Parafuso pedindo férias”; “Conheçamos a nós mesmos”; “Datilógrafo da Espiritualidade”; “Trabalhite aguda”; “A grande socada”; “Se fosse preso”; “A arte não é para mim”; “Chico Xavier é preso, por engano”; “Depois ficou pior”; “Água e Conselho”; “Seremos uma Estrela de Cinco Raios”; “Remédio contra a Vaidade”; “Cachorro espírito”; “Uma flor murcha que revive”; “O contaminador”; “Bela Lição evangélica” e muitos e muitos outros, que somente virão à publicidade se o abnegado Servidor de Cristo, que é Chico Xavier, nos autorizar.

Ramiro Gama

Intuição através do sonho

Intuição através do sonhoNossa irmã Olinda Marques servia de enfermeira a uma senhora idosa, paralítica e um pouco desmemoriada.
Sabendo que íamos visitar o Chico, pediu-nos que obtivéssemos uma orientação dele. A resposta foi: Diga à nossa irmã Olinda que lhe darei uma intuição em sonho…
Em chegando aqui, nossa companheira Zezé Gama encontrou-se, casualmente, com Dona Elvira Freitas, Presidente do Centro Espírita Amaral Ornellas, que ia fazer uma visita à sua confreira Olinda, e dar-lhe a resposta do Chico.
Dona Elvira chega à casa de Olinda e não consegue falar-lhe, porque esta, logo que a vê, lhe diz enlevada:
—Imagine, Dona Elvira, que sonhei com o Chico na noite de ontem. Ele me mostrava dois cérebros, um sadio e outro doente e dizia: o cérebro são deve tratar do cérebro doente com paciência e amor!
E recebendo depois o recado do Chico, ficou emocionada e seu caso esclarecido. E isto dentro de um ambiente de ternura e ajuda espiritual para que se patenteasse ali, mais um Serviço do Senhor com vistas ao engrandecimento iluminativo dos corações chamados à Tarefa do Amor e da Luz!

Ramiro Gama

O remédio


O RemédioEm julho de 1957, fomos a Natal, no Rio Grande do Norte, a fim de assistir ao casamento de um filho. Chegamos às 14 horas, numa sexta-feira e, às 19 horas, depois do jantar, fomos visitar a Federação Espírita, que tinha como Presidente o distinto confrade, Professor Abdias Antônio de Oliveira, já desencarnado.
Foi uma festa de corações afins, que se estimam e sentem as mesmas responsabilidades junto ao Cristo. Tomamos parte na Sessão Doutrinária, que começou às 19:30. Instado pelo Presidente e sentindo a elevação do ambiente, falamos aos caros irmãos nordestinos. Quando terminamos, a prezada irmã, Dona Dagmar Melo, Vice-Presidente da Federação, visivelmente emocionada, contou-nos:
Há dias, antes de sua chegada, recebi do Sr. Abdias um exemplar do magnífico livro Lindos Casos de Chico Xavier. Levei-o para casa e, a noite, li comovendo-me e esclarecendo-me com alguns Casos. E, imediatamente, escrevi uma carta ao querido Chico Xavier, fazendo-lhe uma consulta sobre um problema do lar. Terminada a carta, dobrei-a e a coloquei numa página do livro. Dormi e sonhei com o abnegado Médium, que me dizia bondosamente:
— Irmã Dagmar, não precisa me mandar a carta, pois a resposta que me pede está na página em que a colocou. Nessa página encontrará a solução para seu problema.
Acordei, abri o livro e li, entre lágrimas, o Lindo Caso: O Remédio. Quando acabei, senti-me esclarecida. Chamei meu marido, colocando-o a par do sucedido. No dia seguinte, pusemos em prática o conselho recebido, servimos, tomamos o remédio oferecido pelas mãos abençoadas do Chico e, graças a Deus, resolvemos nosso problema e nos sentimos curados de velhas e graves enfermidades…

Ramiro Gama

Casos dos casos de Chico


Viagem de tremO prezado confrade Manoel Franco, Presidente do Centro Espírita Filhos de Deus, da Colônia de Curiacica, Rio de Janeiro, contou-nos:
Li e reli, com prazer e emoção, os Lindos Casos de Chico Xavier. Viajando há dias, num trem da Central, no ramal da Linha Auxiliar, observei que uma senhora, ao meu lado, lastimava-se, junto a uma companheira, porque residia perto de uma vizinha que, na sua ausência, lhe roubava as galinhas. Lembrando-me do caso da chave, dos Lindos Casos, contei-o à irmã para que o experimentasse. Aceitou meu conselho. E, dias depois, veio dizer-me, encantada, que a História da Chave, que ela procurou adaptar ao seu caso, dera um ótimo resultado. Todas as vezes que sai, dá a chave da casa à vizinha. E, até hoje, as galinhas deixaram de desaparecer e nunca sua residência ficou tão bem guardada.

Ramiro Gama

Conteúdo sindicalizado