Estava doente e não sabia

Fig. CORREIOS, PEDRO LEOPOLDO

Correios, Pedro LeopoldoNossa querida irmã Naná, proprietária do Hotel Diniz, possui uma série de Lindos Casos do Chico. Apenas estes nos autorizou a publicar:
Em 1943, em dias do mês de julho, achava-se gravemente enferma e não sabia. A lida do hotel era muita e não havia tempo para pensar em seu corpo. E encontrou-se com Chico, na porta do Correio, que lhe diz:
— Naná, o Espírito de sua mãe esteve comigo há pouco e pede para você urgentemente, procurar o Dr. José de Carvalho, pois você está muito doente e não sabe e pode, de um momento para outro, desencarnar e partir fora do tempo.
Dona Naná procurou o médico, que era de confiança de sua família, que lhe diagnosticou: apendicite em supuração. Foi imediatamente hospitalizada e operada horas depois, no momento exato. Se passasse um dia, talvez seu Espírito tivesse desencarnado.

Ramiro Gama

O previsto aconteceu

Fig. SEMEADURA

SemeaduraAlguém procura o Chico em prantos, porque fora vítima de uma maledicência, da vingança de um adversário e cita-lhe o nome. E o caríssimo Médium, estuário de infinidades de problemas, de queixas, de anseios os mais extravagantes, sofre e chora para, daí a instante, prelecionar:
—Perdoe, minha irmã, o seu ofensor. Procure ter dó, comiseração de seu adversário, porque daqui a uns quinze dias, ele vai sofrer mais do que você. Vai passar por uma prova tão dolorosa, visto que apenas tem semeado espinhos em sua estrada, que você vai comiserar-se dele e esquecer o mal que lhe fez. Não procure, pois, vingar, revidar o insulto recebido. Deixe que cada um seja vingado por si mesmo, até compreender, com Jesus, o benefício do Perdão e o esquecimento das ofensas.
O previsto aconteceu. O ofensor, 15 dias depois, colheu o que semeara. Sofreu tanto que o povo do lugar em que residia soube e, dele se comiserou, inclusive nossa irmã a quem tanto fizera mal. E mais uma Lição do Perdão vitoriou os princípios salvadores do Evangelho!

Ramiro Gama

Antena de Luz

Antena de LuzO estimadíssimo polígrafo de Pedro Leopoldo é, em verdade, uma Antena de Luz captando de mais Alto, esclarecimentos, benefícios, consolação para seus irmãos da Terra.
Não podemos contar tudo quanto ouvimos do Chico ou lhe descobrimos em redor, revelando graças de Deus. Infinidade de Casos particularizam problemas íntimos e se referem a irmãos infensos à publicidade.
Ah! Se pudéssemos colocar aqui, como foram ouvidos e sentidos, todos os Lindos Casos, cada qual mais emocionante!
Ah! Pudesse o Chico revelar tudo o que vê, o que observa no ar, junto às pessoas, dentro dos lares, em plena sessão do Luiz Gonzaga, e quantas lições viriam à luz para alegria de poucos e contrariedade de muitos!
E, desta forma, somente de leve, registramos aqueles que não firam a modéstia do Médium e nem lhe tragam sofrimentos.
Pelo menos, citaremos os títulos de alguns, que guardam preciosas lições Evangélicas: “Comerciando com Deus”; “Boaventurices”; “O homem do Sedan”; “Uma flor e uma Prece”; “Vida Noturna”; “A coisa mais difícil”; “A escolha das rezes”; “Guia atrasado”; “Colaboradores dedicados”; “Meu Deus é outro”; “Se esperasse”; “A máquina de escrever”; “Seu desejo maior”; “A lição do bife”; “Mau alimento e mágoa”; “Parafuso pedindo férias”; “Conheçamos a nós mesmos”; “Datilógrafo da Espiritualidade”; “Trabalhite aguda”; “A grande socada”; “Se fosse preso”; “A arte não é para mim”; “Chico Xavier é preso, por engano”; “Depois ficou pior”; “Água e Conselho”; “Seremos uma Estrela de Cinco Raios”; “Remédio contra a Vaidade”; “Cachorro espírito”; “Uma flor murcha que revive”; “O contaminador”; “Bela Lição evangélica” e muitos e muitos outros, que somente virão à publicidade se o abnegado Servidor de Cristo, que é Chico Xavier, nos autorizar.

Ramiro Gama

Intuição através do sonho

Intuição através do sonhoNossa irmã Olinda Marques servia de enfermeira a uma senhora idosa, paralítica e um pouco desmemoriada.
Sabendo que íamos visitar o Chico, pediu-nos que obtivéssemos uma orientação dele. A resposta foi: Diga à nossa irmã Olinda que lhe darei uma intuição em sonho…
Em chegando aqui, nossa companheira Zezé Gama encontrou-se, casualmente, com Dona Elvira Freitas, Presidente do Centro Espírita Amaral Ornellas, que ia fazer uma visita à sua confreira Olinda, e dar-lhe a resposta do Chico.
Dona Elvira chega à casa de Olinda e não consegue falar-lhe, porque esta, logo que a vê, lhe diz enlevada:
—Imagine, Dona Elvira, que sonhei com o Chico na noite de ontem. Ele me mostrava dois cérebros, um sadio e outro doente e dizia: o cérebro são deve tratar do cérebro doente com paciência e amor!
E recebendo depois o recado do Chico, ficou emocionada e seu caso esclarecido. E isto dentro de um ambiente de ternura e ajuda espiritual para que se patenteasse ali, mais um Serviço do Senhor com vistas ao engrandecimento iluminativo dos corações chamados à Tarefa do Amor e da Luz!

Ramiro Gama

O remédio


O RemédioEm julho de 1957, fomos a Natal, no Rio Grande do Norte, a fim de assistir ao casamento de um filho. Chegamos às 14 horas, numa sexta-feira e, às 19 horas, depois do jantar, fomos visitar a Federação Espírita, que tinha como Presidente o distinto confrade, Professor Abdias Antônio de Oliveira, já desencarnado.
Foi uma festa de corações afins, que se estimam e sentem as mesmas responsabilidades junto ao Cristo. Tomamos parte na Sessão Doutrinária, que começou às 19:30. Instado pelo Presidente e sentindo a elevação do ambiente, falamos aos caros irmãos nordestinos. Quando terminamos, a prezada irmã, Dona Dagmar Melo, Vice-Presidente da Federação, visivelmente emocionada, contou-nos:
Há dias, antes de sua chegada, recebi do Sr. Abdias um exemplar do magnífico livro Lindos Casos de Chico Xavier. Levei-o para casa e, a noite, li comovendo-me e esclarecendo-me com alguns Casos. E, imediatamente, escrevi uma carta ao querido Chico Xavier, fazendo-lhe uma consulta sobre um problema do lar. Terminada a carta, dobrei-a e a coloquei numa página do livro. Dormi e sonhei com o abnegado Médium, que me dizia bondosamente:
— Irmã Dagmar, não precisa me mandar a carta, pois a resposta que me pede está na página em que a colocou. Nessa página encontrará a solução para seu problema.
Acordei, abri o livro e li, entre lágrimas, o Lindo Caso: O Remédio. Quando acabei, senti-me esclarecida. Chamei meu marido, colocando-o a par do sucedido. No dia seguinte, pusemos em prática o conselho recebido, servimos, tomamos o remédio oferecido pelas mãos abençoadas do Chico e, graças a Deus, resolvemos nosso problema e nos sentimos curados de velhas e graves enfermidades…

Ramiro Gama

Casos dos casos de Chico


Viagem de tremO prezado confrade Manoel Franco, Presidente do Centro Espírita Filhos de Deus, da Colônia de Curiacica, Rio de Janeiro, contou-nos:
Li e reli, com prazer e emoção, os Lindos Casos de Chico Xavier. Viajando há dias, num trem da Central, no ramal da Linha Auxiliar, observei que uma senhora, ao meu lado, lastimava-se, junto a uma companheira, porque residia perto de uma vizinha que, na sua ausência, lhe roubava as galinhas. Lembrando-me do caso da chave, dos Lindos Casos, contei-o à irmã para que o experimentasse. Aceitou meu conselho. E, dias depois, veio dizer-me, encantada, que a História da Chave, que ela procurou adaptar ao seu caso, dera um ótimo resultado. Todas as vezes que sai, dá a chave da casa à vizinha. E, até hoje, as galinhas deixaram de desaparecer e nunca sua residência ficou tão bem guardada.

Ramiro Gama

A Terra vai tremer

Numa segunda-feira de agosto de 1951, nossos irmãos Protestantes distribuíram, em Pedro Leopoldo, uns panfletos em que pediam à população para comparecer ao seu templo, a fim de orar e se preparar para os momentos difíceis anunciados. Finalizavam prenunciando que a terra ia tremer como um aviso premonitório à recomendação das Escrituras…
À noite, na sessão do Luiz Gonzaga, o Chico, quando psicografava, viu dois espíritos comentando:
—Você leu o que dizem os Protestantes?
—Não, que foi?
—Anunciaram que a terra vai tremer.
—Pois treme tarde, respondeu-lhe o outro, sob o riso velado de outros espíritos presentes.
Felizmente, durante a sessão, por vários oradores, foi prelecionado, a contento, o tema do Evangelho sobre os tempos chegados, para que todos ficássemos a tremer de medo, não porque a terra vai tremer, mas pelos nossos quantiosos e seculares vícios e pelas responsabilidades que temos conosco, com Jesus e Deus!

Ramiro Gama

Cisco

Falávamos ao Chico dos nomes e suas traduções, particularizando alguns de nosso conhecimento. Lembramos de um caro irmão, hoje na Espiritualidade, e com quem trabalhamos na Central do Brasil. Chamava-se Juleno e seu nome veio de Juvenal, seu pai, Leonor, sua progenitora, e Morais, o sobrenome de ambos.
O Chico sorriu e saiu-se com esta, revelando-nos a alma cândida e humilde:
—Então, meu nome não serve para nada, porque termina em cisco…

Ramiro Gama

Vendo mais além

Vendo mais alémEm fins de 1945, o irmão Agostinho João de Deus contraíra a maleita. E foi a Pedro Leopoldo pedir ao Chico uma receita.
O Chico o atendeu prontamente. Na receita vinha um medicamento difícil de encontrar. E, ao entregar-lhe a receita, considerou:
—Agostinho, este remédio é alemão e, em virtude da guerra mundial, está muito escasso nas farmácias. Pensou um pouco e, como quem procurava ver mais além, concluiu:
—Mas você vai encontrá-lo numa das farmácias de Sabará, que ainda possui meia dúzia dele.
Agostinho agradeceu ao Chico e partiu. Em Belo Horizonte procurou-o em várias drogarias e farmácias e não o encontrou. Em chegando a Sabará, foi incontinenti procurá-lo. E, de fato, numa das três farmácias existentes, encontrou meia dúzia de vidros do medicamento indicado.
Tomou-o e, graças a Deus, com um só vidro, ficou curado.

Ramiro Gama

O melhor dos presentes

O melhor dos presentesNosso caro irmão Agostinho João de Deus residiu em Sabará, no Estado de Minas, entre os anos de 1940 a 1946, em cuja estação da Central exerceu a função de Auxiliar de Agente. Neste período, prestou ótima colaboração à nossa Campanha de Alfabetização.
Hoje, reside no Rio e, como é sincero admirador de Francisco Cândido Xavier, a quem visitava semanalmente e de quem recebeu muitos benefícios, contou-nos os dois casos abaixo:
Durante seis anos seguidos, uma vez por semana, visitou o Chico Xavier e, muito especialmente, em 2 de abril de cada ano, data do seu aniversário natalício.
Em 2 de abril de 1945, compareceu a Pedro Leopoldo, levando apenas, como presente para o Chico, um pequeno ramalhete de rosas vermelhas, visto que seu pequeno ordenado de ferroviário não lhe permitia comprar algo melhor. Humildemente, deixou-o com a bondosa Geralda, irmã do estimado Médium e, ela sem que o Chico soubesse, colocou-o numa jarra da mesa do Centro Espírita Luiz Gonzaga, momentos antes da sessão.
O Chico, às voltas com os abraços dos muitos amigos, que o felicitavam pela grande data, somente conseguiu ver e abraçar o Agostinho no término da reunião.
E, como a provar-lhe de que não se esquece de ninguém, não faz pouco-caso de nenhum irmão, acercou-se dele e foi dizendo-lhe, sob sua surpresa e emoção:
—Agostinho, Emmanuel pede-me que lhe agradeça as lindas rosas. Elas trazem algo de você e enfeitaram a nossa reunião. E acredite: foi o melhor dos presentes que recebi.

Ramiro Gama

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