Na Conquista da Fé


Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo. (Romanos, 5: 1.)
Louváveis todas as nossas considerações referentes à coragem da fé que nos cabe cultivar à frente das lutas, no mundo externo; todavia, é forçoso examinemos a importância da fé viva, portas a dentro do mundo de nós mesmos. Fé profunda e espontânea. Segurança íntima, tranquila, funcional.
Já sabemos realmente mecanizar as operações do corpo, comandando-as de maneira instintiva.
Alimentas-te e não te preocupas com as fases diversas do processo nutritivo. Dormes e entregas ao coração todo o trabalho de vigilância e sustento dos mais remotos distritos da vida orgânica.

Falta-nos, porém, até agora, automatizar os recursos superiores da própria alma.
Falta-nos reconhecer – mas reconhecer claramente – que Deus está em nós, conosco, junto de nós, ao redor de nós e que, por isso mesmo, é imperioso, de nossa parte, aceitar as lições difíceis, mas sempre abençoadas do sofrimento, nas quais a pouco e pouco obteremos a coragem suprema da fé invencível.

Nesse sentido jamais desinteressar-nos do aprendizado.
Confiar em Deus nos dias de céu azul, mas igualmente confiar em Sua Divina Providência nas horas de tempestade.
Acolher a dor como sendo preparação da alegria. Atravessar a provação entesourando experiência. Observar as leis da vida e acatá-las, compreendendo que dificuldade é instrução imprescindível e que o tempo de infortúnio não é senão a consequência dos nossos erros de pensamento ou de ação, favorecendo-nos o reajuste.
Tão-somente assim, abraçando com paciência e proveito as lições menores da existência, transfigurando-as em luz para a vida prática, adquiriremos a fé vitoriosa que sabe esperar, agir, desculpar, amar. e servir segundo a misericórdia de Deus.


Emmanuel, em Bênção de Paz