Blog de Valim

Uma lição para os médiuns

Fig. LIVRO INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS

Instruções PsicofônicasÀs quartas-feiras, de preferência à tarde, durante os anos de 1955 e 1956, o Chico se preparava espiritualmente para as Sessões de quinta-feira, no Grupo Meimei. Era uma sessão de grande responsabilidade, pois que se destinava aos obsedados. Numa quarta-feira, José Xavier, que fora irmão do Chico, e que hoje está na Espiritualidade, é um dos seus abnegados colaboradores, pede-lhe para se preparar, abstendo-se de alimentos pesados e, mais do que em outros dias, viver com o Evangelho às mãos, pois que receberia, na sessão seguinte, o luminoso Espírito de Frei Eustáquio.
E o caro Médium atende. Viveu, toda a quarta-feira, pela tarde, e todo o dia seguinte, em quase jejum e em permanente oração e vigilância. À noite, de fato, recebe de Frei Eustáquio uma bela e instrutiva mensagem, que emocionou os companheiros presentes. Essa Mensagem consta do livro Instruções Psicofônicas.
Estávamos, nesta ocasião, em Pedro Leopoldo e tivemos a ocasião de ouvi-la na máquina que a gravou. É, realmente, emocionante e instrutiva.
Em aqui chegando, encontramo-nos com alguns companheiros pertencentes a um Grupo Espírita dos subúrbios. E um deles nos falou:
—Ontem, em nosso Grupo, recebemos uma comunicação lindíssima de Joana D’Arc, e apontou-nos o Médium presente que a recebera, acrescentando: ele fez um grande esforço para ir ao Grupo, chegou até a brigar com seus familiares. Se não fosse, não teria sido o instrumental de tão bela mensagem.
O Chico, para receber Frei Eustáquio, teve de preparar-se, ele que vive, constantemente preparado.
No entanto, aqui, outro irmão, sem nenhum preparo espiritual e quando até brigou com os familiares, recebe Joana D’Arc!
Que a lição nos sirva e trabalhe nossos pobres espíritos avessos aos sacrifícios morais, únicos meios pelos quais poderemos penetrar o Templo Sagrado das Verdades do Mestre, Caminho, Verdade e Vida para nossa salvação!

Ramiro Gama

Não posso aceitar dinheiro

CHICO APRESENTA A FOTO DE MARIA

Chico apresenta a foto de MariaUma senhora, residente em Belo Horizonte, casada com um alto funcionário do Estado, por ser parente do Sr. Armandinho, procurou-o para, por seu intermédio, falar ao Chico. Atravessava uma fase de sofrimentos. Havia perdido o pai e um ente familiar achava-se gravemente enfermo. O Sr. Armandinho levou-a à casa do Médium, que resolveu, satisfatoriamente, o seu caso, e, ainda, possibilitou-lhe recebesse uma Mensagem do progenitor, que se autenticara pela letra, pelo assunto e pela espontaneidade com que fora recebida. Agradecida e emocionada com o que recebera do seu pai, tanto mais que o Chico ignorava o que se passava, pegou uma cédula de 200 cruzeiros e a ofereceu ao Médium como gratidão e para que comprasse um presente.
E escusando-se delicada e humildemente, o Chico a abraçou, dizendo-lhe:
— Não posso aceitar, minha irmã, nenhum dinheiro. Tudo que recebo é de graça, vem de mais Alto, por misericórdia imensa do Pai; devo também dar de graça para continuar digno do Amparo que lhe recebo.
A senhora, concluiu o Sr. Armandinho, despediu-se surpresa, agradecida e emocionada, por ver um rapaz tão pobre, tão bondoso, portador de tanta virtude, inclusive da que o fazia renunciar ao dinheiro. E exclamou: Ele é mesmo digno da Missão que possui! Que Jesus o proteja!
E partiu feliz pelo exemplo a que assistira e pelo bem que recebera.

Ramiro Gama

Caso do Senhor Armandinho


Bonés do ChicoO Senhor Armandinho é um dos habitantes mais velhos de Pedro Leopoldo. Foi companheiro de infância do Senhor João Cândido, progenitor do Chico.
Possui uma bem sortida casa de negócio, que defronta com o Hotel Diniz.
Contou-nos Lindos Casos do querido Médium, que ele conheceu desde criança, tendo acompanhado todas as fases boas ou dolorosas de sua vida. Estima-o como a um filho. E, dentre muitos, contou-nos, para publicar, estes dois:
O Chico foi sempre uma criatura bondosa, prestativa, humilde, pobre e honestíssima. Numa ocasião, deveria ele acompanhar o Dr. Rômulo Joviano, seu Chefe, a uma excursão longe de Pedro Leopoldo. E, porque não possuía um chapéu, procurou-me. Como sabe, meu negócio tem de tudo, desde o alimento ao vestuário. E pediu-me, humildemente, para lhe vender um chapéu a prestação. De outra maneira não poderia pagá-lo. Atendi-o com alegria, pois tudo que me comprova pagava-me pontualmente. Vendi-lhe um chapéu por Cr$ 40,00, em 8 prestações, isto é: Cr$ 5,00 por mês. Ficou satisfeito e fechou o negócio, porque, dizia, estava dentro das possibilidades de seu pequeno salário. Pagou-me durante 8 meses os cinco cruzeiros. Por isto, tem ele comigo um crédito extraordinário.
Encontramos com o Médium e lhe falamos sobre o caso do chapéu. Sorriu e respondeu-nos:
— É verdade e hoje tenho até chapéus demais; o que está faltando-me agora é cabeça!…

Ramiro Gama

Ver a morte

Imagem:PADRE GERMANO

Padre GermanoAntes da sessão do Luiz Gonzaga, alguém comentava o desencarne de um parente e o Chico pergunta-lhe:
— Ele viu a morte?
Todos se entreolharam sem saber o que responder. Perguntamos-lhe, então, meio curiosos:
— Que quer dizer, Chico, Ver a morte?
— Responde-nos o bondoso Médium: é saber o enfermo que vai morrer. Partirá assim mais preparado para despertar, na Espiritualidade, sem outras ilusões.
Falamos-lhe do nosso querido progenitor, cujo decesso se dera a 5 de maio de 1955 e que, dias antes de partir para o Além, tinha a intuição de sua morte e a recebeu serenamente como serenamente vivera.
— Sim, concluiu-nos o Chico, terá sempre uma boa morte quem possuir uma consciência boa, pura, sem remorsos de haver malbaratado a bênção do tempo.
E ficamos a nos lembrar, dando razões ao querido Padre Germano, quando afirmava: é preciso viver bem e no bem para morrer bem, ver a morte e ter um feliz despertar na Espiritualidade.

Ramiro Gama

Para andar com cuidado e sem vaidade

Manoel Pereira, amigo de há muitos anos do Chico, contou-nos também vários Lindos Casos e pediu-nos apenas publicássemos este:
Um confrade de São Paulo foi a Pedro Leopoldo para ver o famoso Médium. Encontra-o numa esquina de rua, no meio de muitos Irmãos do Rio e de Belo Horizonte. E, abraçando-o, realça-lhe, em altas vozes, os dons mediúnicos, comparando-o com Anjos e Apóstolos. O Chico ouve-o apiedadamente, complacentemente, chorando por dentro e, numa atitude de quem ora em silêncio para livrar-se do veneno das lisonjas, com a certeza de quem já traduziu o “in te descendi”, respondeu-lhe:
— Eu sou é um verdadeiro sapo, que traz às costas uma vela acesa. Beneficia-se com a claridade mas, para a possuir constantemente, tem que sofrer com a cera derretida que lhe cai sobre a pele, queimando-a, como a lhe recordar de que é preciso andar com cuidado e sem vaidade se quiser chegar ao fim da jornada…
Os irmãos presentes deixaram de rir e entenderam o que seja a Tarefa mediúnica a serviço de Jesus.
Observaram mais: que o Psicógrafo Pedro leopoldinense é, de fato, um instrumental mediúnico seguro e humilde, por onde o Pai do Céu nos vem enviando, de forma mais compreensível e inédita, os Ensinos de Seu Filho Amado, Nosso Senhor Jesus Cristo. E que nem todos os irmãos, esclarecidos pela Terceira Revelação, aprendem com que sacrifício ele, Chico, realiza sua tarefa e quantos esforços faz para se manter de pé, no clima das incompreensões, dentro da luta com as tempestades, os relâmpagos, os trovões das lisonjas, dos elogios, de todas as experimentações, e conseguir atender aos imperativos sagrados da sua Missão junto ao Grande incompreendido e ainda pouco conhecido, que é Jesus.

Ramiro Gama

É outro Kardec

Fig. KARDEC, EMMANUEL, BEZERRA E CHICO

Kardec e amigosDe quando em quando, em alguns Centros Espíritas onde vamos falar das Lições de Jesus, observamos Médiuns, bem orientados, recebendo Mensagens assinadas por Allan Kardec.
Ficamos em dúvida lembrando que, em Obras Póstumas, do Codificador, há uma amorosa advertência de um de seus Guias lembrando-lhe o aproveitamento do tempo na conclusão de suas obras e de que, como fora previsto, seu desencarne estava próximo e que ficaria no Espaço cerca de 40 anos para, depois, voltar à Terra e completar sua Missão junto ao Espiritismo. Verificando o ano de seu decesso, 1869, deveria estar entre nós, mais ou menos, entre os anos de 1909 e 1910.
E, segundo ouvimos de uma vez, de M. Quintão, quando entre nós, Allan Kardec dera na Federação Espírita Brasileira sua última comunicação em 1902. Daí, por diante, silenciara.
Como explicar as Mensagens assinadas com seu nome? Talvez, justificamos, sejam de seu representante, alguém credenciado, preposto ao seu valioso Trabalho. Porque ele, Kardec, ou deveria estar entre nós ou em esferas mais elevadas, em serviços de grande relevância espiritual, incapaz, pois, de se revelar a não ser através de terceiros. Se não, porque não tem dado sua presença pelo nosso querido Médium de Pedro Leopoldo?
De uma feita, sozinhos com o Chico, pedimos-lhe uma explicação. E o Médium humilde, primeiramente, mostrou-se surpreso, meio contrariado com o grave assunto.
Depois, sorriu e respondeu-nos:
— É, deve ser outro Kardec, pois não tem aparecido por aí, tantos Andrés Luizes e Emmanuéis?…
Ficamos satisfeitos com a explicação recebida, que, desta maneira, não deixa os recebedores das mensagens em situação delicada.
Vale dizer que esta é uma explicação pessoal do Médium, porque, em novembro de 1957, um grupo de irmãos da França, em nossa presença, entrevistando-o, sem antes lhe haver submetido as perguntas à sua aprovação, a respeito do assunto em causa, pediu-lhe que ouvisse seu Guia e, ele assim se houve:
— Nossos Mentores espirituais até hoje não têm tocado no assunto. Talvez, algum dia, o façam…

Ramiro Gama

Desejo correcional

Fig. FAZENDA MODELO, VISTA PARCIAL

Fazenda ModeloUm irmão, residente em Pedro Leopoldo, encontrava-se com o Chico, à beira do caminho da Fazenda Modelo, vez por outra.
Era um obstinado. Como que procurava o Médium para lhe experimentar a paciência. Não acreditava na reencarnação. E apresentava seus argumentos ilógicos. E atrás deste, outros assuntos vinham à tona, obstinando-se o nosso irmão nos seus pontos de vista incoerentes…
O Chico, humildemente, lhe explicava o erro em que insistia e, principalmente, o de não querer esquecer mágoas e perdoar seus adversários, que ele mesmo os arranjava com sua teimosia irreverente.
Os conselhos, a paciência entremostrada, nada convencia o inveterado birrento, que tinha lá seu modo diferente de ver as coisas e assim ficava e com isto experimentava os nervos de seus irmãos de trabalho.
Um dia, já cansado de ser tentado e, entrevendo no encontro provocado, um abuso, disse-lhe o Chico, séria e amorosamente:
—Sabe de uma coisa, vim pelo caminho pensando em você e desejando-lhe um bom remédio, isto é, uma reencarnação na qual tenha uma progenitora bem brava para lhe dar, de quando em quando, umas boas chineladas, a fim de deixar de ser tão teimoso com as coisas santas.
O desejo correcional fez sorrir o irmão obstinado, que acabou sentindo-lhe a sinceridade e deixando de ser teimoso e estorvo no caminho do querido Médium.
Este caso contou-nos o Irmão Manoel Diniz.

Ramiro Gama

Irmã Noêmia Nóvoa

Chico Xavier, o médiumLembrou-nos mais: de que uma nossa conhecida e prezada consóror, esposa do nosso confrade Amadeu Nóvoa, parente do confrade Flávio Pereira, residentes no Rio de Janeiro, comparecera em Pedro Leopoldo, gravemente enferma, com o coração também por um fio. Hospedara-se na residência de nosso caro Ataliba Alves Sobrinho. Assistiu às sessões do Luiz Gonzaga, durante umas quatro vezes. E o Chico sempre a lhe observar o coração suspenso apenas por um fio, para não para. E a orar, com fervor, junto aos Mentores, para que a cara irmã não desencarnasse na sala de sessões do Centro.
Felizmente, regressou ao Rio, satisfeita por haver conhecido e abraçado o Chico e, um dia depois, desencarnou, feliz.
Como não deve sofrer o nosso abnegado Médium! Vê e sente coisas que nem sempre pode contar. Tem de calar-se, orar e esperar que da misericórdia infinita de Deus venha o socorro, algo que faça com que todos que ali cheguem saiam aliviados, contentes, esclarecidos, com a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo no coração.
E, graças a Deus, sempre o tem conseguido!

Ramiro Gama

Com a vida por um fio

Estação Ferroviária de Pedro LeopoldoFalávamos ao Chico, de criaturas enfermas que anseiam por vê-lo e abraçá-lo e de outras que, para o mesmo fim, têm logrado vê-lo e realizam sacrifícios indescritíveis jogando com a própria vida e quase desencarnam em plena sessão do Luiz Gonzaga.
E o psicógrafo de Parnaso de Além-Túmulo conta-nos:
Há tempos, numa sessão do Luiz Gonzaga, quando estávamos psicografando e na fase final, observei que um irmão na assistência trazia o coração por um fio. Tratava-se de alguém, residente em Belo Horizonte, que viera ver-me, se bem que se achasse gravemente enfermo. Apelei para o bondoso Emmanuel para que não deixasse o querido companheiro desencarnar ali, em plena sessão, o que traria certa emoção para os presentes e, talvez, motivos para os adversários do Espiritismo culparem-no como o causador de tudo. Observei que os caros Mentores, à frente meu Guia, começaram a medicar o irmão enfermado. Terminada a reunião, foi o mesmo amparado pelos companheiros da Terra e do Espaço para a Estação Ferroviária local.Quando ele transpunha a roleta, caiu fulminado por uma síncope cardíaca e desencarnou.
Os irmãos do Alto deram-lhe assistência e evitaram-nos possíveis e graves complicações.

Ramiro Gama

Graças inesperadas

Graças inesperadasCerta vez comparecemos em Pedro Leopoldo com Moreira Guimarães, sua cara esposa Dona Marcele e a Professora Carlinda Guimarães. Vivemos também momentos de rara emoção.
Todos recebemos graças inesperadas. A irmã Marcele, que veio da França, em plena guerra mundial, em 1945, acompanhada de uma senhora cega e íntima de sua família, recebeu algo que a fez chorar, quando o Chico lhe dizia:
— Irmã Marcele, a seu lado está o Espírito de uma senhora, que se chama Maria Luíza, que era cega, quando na Terra, e que, segundo me diz, a trouxe da França para o Brasil…
Moreira recebe notícias de um irmão, de confrades da velha guarda, no Além, como de Inácio Bitencourt e outros.
A Professora Carlinda também ganha algo para seu nobre coração de mãe abnegada, criando filhos alheios. E, por fim, quando menos esperávamos, o Chico diz: irmã Zezé, a seu lado está um senhor, que quer se identificar por Tio Tonio. Tratava-se do Dr. Antônio Costa, tio de nossa esposa, estimado e culto advogado, homem de bem, desencarnado recentemente.
E, para nós:
— Ramiro, há um Espírito aqui, que desencarnou em Três Rios, meses atrás, e manda-lhe um abraço. Chama-se Martinho Martins da Rocha. Referia-se a um confrade Espírita com quem trabalhamos no Fé e Esperança, na querida localidade fluminense e que desencarnara sem que o soubéssemos.
E, finalizando, dirige-se ainda à Irmã Zezé:
— Aqui está o Espírito de Dona Antonieta. A irmã Zezé lembra-se de uma pessoa da família mas o Chico retruca:
— Não é esta, mas sim Dona Antonieta, aquela que foi sua vizinha e que morava defronte à sua casa. A irmã Zezé chora de emoção. Pois nem de leve se lembrava dessa vizinha, que desencarnara meses atrás, se bem houvesse recebido de sua família, ao embarcar, um pedido de prece para esse Espírito.
E, assim, graças sobre graças recebemos e longe iríamos se fôssemos registrar aqui o que temos ganho e, conosco, nossos companheiros de viagem, junto à mediunidade abençoada de Chico Xavier.
Que Jesus sempre e cada vez mais o ilumine, pois, em verdade, é uma Antena de Luz por onde o Divino Mestre vem consolando, esclarecendo e medicando seus irmãos sofredores da Terra.

Ramiro Gama

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