Blog de Valim

Orgulho ou distração

Chico em casa, maio de 1982Defronte ao Hotel Diniz, de propriedade de Dona Naná, achava-se um irmão alcoolizado.
Por ali, de manhã e na hora do almoço, passa o Médium a caminho do seu serviço.
O Chico notou, de longe, que o rapaz estava num de seus piores dias. Não se contentava em cantar e fazer esgares: provocava também, apelidando, com jocosos nomes, quantos lhe passavam à frente. De leve e bem ao longe, passou sem ser visto, pelo irmão embriagado, e já se achava distante, quando Emmanuel, delicadamente, lhe diz:
—Chico, nosso amigo viu-o passar e esconder-se dele. Está falando muito mal de você e admirado de seu gesto. Volte e retifique sua ação.
O Chico voltou:
—Como vai, meu irmão? Desculpe-me por não o ter visto, foi distração…
—É, eu já estava admirado de você fazer isto, Chico. Que os outros façam pouco-caso de mim, não me incomodo, mas você não. Estava dizendo bem alto: como o Chico está orgulhoso! Já nem se lembra dos pobres irmãos como eu. Pensa que estou embriagado e foge de mim como se eu tivesse moléstia contagiosa.
—Não, meu caro; foi apenas distração, desculpe-me.
—Pensava que era orgulho. Está desculpado. Vá com Deus. Que Deus ajude e lhe dê um dia feliz, pelo abraço consolador que você me deu.
E Chico partiu.
Ganhara uma lição e dava, aos que o observavam, outra bem mais expressiva.

Ramiro Gama

A morte do cão Lorde

Chico e seu cão LordeChico e seu irmão José Xavier possuíam um lindo cão. Chamava-se Lorde.
Era diferente de outros cães. Possuía até dons mediúnicos.
Conhecia, nas pessoas que visitavam seus donos, quais os bem-intencionados, quais os curiosos e aproveitadores.
Dava logo sinal, latindo insistentemente ou mudamente balançando a cauda, à chegada de alguém, dizendo nesse sinal se a visita vinha para o bem ou para o mal…
Chico conta-nos casos lindos sobre seu saudoso cão. Depois, tristemente, acrescenta:
—Senti-lhe, sobremodo, a morte. Fez-me grande falta. Era meu inseparável companheiro de oração. Toda manhã e à noite, em determinada hora, dirigia-me para o quarto para orar. Lorde chegava logo em seguida.
Punha as mãos sobre a cama, abaixava a cabeça e ficava assim em atitude de recolhimento, orando comigo.
Quando eu acabava, ele também acabava e ia deitar-se a um canto do quarto.
Em minhas preces mais sentidas, Lorde levantava a cabeça e enviava-me seus olhares meigos, compreensivos, às vezes cheios de lágrimas, como a dizer que me conhecia o íntimo, ligando-se a meu coração.
Desencarnou. Enterrei-o no quintal lá de casa...
Lembramos ao Chico o Sultão, inteligente cão do Padre Germano. Igual ao Lorde.
Falamos-lhe de um cão que possuímos e se chamava Sultão, em homenagem ao padre Germano.
Contou-nos casos do Lorde; contamos-lhe outros do Sultão.
E, em pouco, estávamos emocionados.
Ah! Sim, os animais também têm alma e valem pelos melhores amigos!

Ramiro Gama

A Gargalhada do rio

Açude em Pedro Leopoldo, local de orações do ChicoPassávamos os três sobre uma ponte. Nós (Ramiro Gama), nossa esposa e o Chico.
Lá em baixo, um rio encachoeirado sorria e gargalhava.
Paramos para melhor sentir-lhe a mensagem.
Nossa companheira recorda-nos um trecho do livro “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queiroz, em que Jacinto, o principal personagem, cansado da vida barulhenta das cidades, muda-se para a roça, a fim de gozar o silêncio das serras e medicar-se com o ar puro dos ambientes campestres.
Lá na sua propriedade providencia uma série de medidas higiênicas favoráveis a seus empregados.
A primeira providência foi colocar banheiras nas casas dos roceiros, por achar que a falta de banho concorria para multiplicar as enfermidades.
Seu companheiro de jornada ri-se desta preocupação e, ambos, ao passarem sobre uma ponte, debaixo da qual corre um rio marulhante, reparam que ali passavam muitos de seus assalariados com as vestes sujas e a pele encardida por falta de banhos.
—Veja, Jacinto, exclama o companheiro, vivem sujos porque querem. Não parece que o rio está dando gargalhadas?…
E Chico concluindo a cena que a companheira rememorara:
—Tem razão. O rio está, até hoje, dando gargalhadas, rindo-se ao se ver com tanta água e apelando para nós, a fim de que não venhamos a mergulhar na sujeira de nosso próprio pretérito!…

Ramiro Gama

Primeiras graças recebidas

Chico Xavier e Ramiro GamaEm 4 de novembro de 1944, data de nossa primeira visita ao Chico, ele, depois de repletar-nos com os Lindos Casos, levou-nos ao interior de sua singela casinha, para participar de uma Sessão em que recebemos Mensagens tocantes de Emmanuel e de nossa cunhada Wanda, uma delicada ave do céu, muito cedo chamada à Pátria Espiritual, e as duas Poesias abaixo, que nos arrancaram lágrimas de emoção, tanto nos falaram ao coração, visto que navegávamos num mar de prantos ou observávamos cardos brotando em nossos caminhos com pretensão de ferir-nos:

De irmão para irmão

No caminho que as trevas encheram de horrores,
Passa a turba infeliz, exausta e cega,
É a humanidade que se desagrega
No apodrecido ergástulo das dores!

Ouvem-se gritos escarnecedores.
É Caim que, de novo, se renega,
Transborda o mar de pranto onde navega
A esperança dos seres sofredores!

E neste abismo de miséria e ruínas,
Que estenderás, amigo, as mãos divinas,
Como estrelas brilhando sobre as cruzes.

ai, Cirineu da luz que santifica,
Que o Senhor abençoa e multiplica
O pão da caridade que produzes.

Augusto dos Anjos

Bilhete de um lutador

Meu caro Ramiro Gama,
Os benfeitores do Além
Colaboram nas tarefas
De tua missão no bem.
Açoites surgem na estrada?
Jamais sofras, meu irmão!
O Senhor da Luz Divina
Ampara-te o coração.
Brotam cardos nos caminhos,
Com pretensões de ferir?
Tolera-os resignado
E espera o Sol do Porvir.
Há difíceis testemunhos?
Não temas perturbações,
Pois toda cruz é caminho
De santas renovações.
Ramiro, Deus te ilumine,
No esforço que te conduz
Da sombra espessa da Terra
A redenção com Jesus.

Casimiro Cunha

O lado direito

Pesca MaravilhosaTodas as coisas têm seu lado direito e esquerdo, como temos nossas mãos direita e esquerda.
Tudo quanto fazemos com a direita sai mais ou menos certo; com a esquerda, sai mais ou menos errado.
Pedro, apóstolo pescador de peixes e de almas, quando pescava no Lago Genesaré com outros pescadores, lançava a rede pelo lado esquerdo e não apanhava nenhum peixe.
Então, apareceu-lhe Jesus e mandou que a lançasse, de novo, mas pelo lado direito, e a rede se rompeu de tanto peixe.
Na própria escolha dos premiados, que saem vitoriosos de suas provas, o Mestre os separa dos fracassados, passando os primeiros para a sua direita e os segundos para a esquerda.
O lado Direito é, pois, o da Justiça, do Bom Combate, do Bom Caminho, da Vereda Certa, da Vida Verdadeira, da Verdade mesma.
Assim conversávamos com o Chico, em caminho da Fazenda do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo, quando o Médium conclui:
— O lado direito é o lado de Deus.
— O esquerdo o de César.
O primeiro é o dos que vivem com Deus, cumprindo-lhe a Lei. O segundo é o dos que estão apenas vivendo para o mundo e desejando o muito sem Deus.

Ramiro Gama

A pergunta de Timbira

A pergunta de TimbiraJoaquim Timbira era uma das entidades que se comunicavam frequentemente nas sessões dos irmãos Xavier.
Companheiro espiritual, simples e bom, estava sempre disposto a auxiliar com a sua experiência nos trabalhos, em favor dos obsedados.
Houve uma ocasião em que apareceu uma jovem perseguida por diversas entidades da sombra e, à noite, obsessores, em falanges, tomavam-lhe a boca, derramando fel e veneno em forma de palavras.
José doutrinava os visitantes conturbados.
Iam muitos e muitos vinham.
E o dirigente conversava, conversava.
Numa das reuniões, Joaquim Timbira incorpora-se no Chico e aconselha:
—José, meu filho, convém ensinar o bom caminho aos irmãos sofredores, entretanto, é preciso doutrinar igualmente a médium. É necessário que a mocinha estude, compenetrando-se dos seus deveres.
—Mas não será caridade necessária doutrinar os espíritos infelizes?
—Sim, sim…
—Então? – insistiu José Xavier – penso que estou certo, procurando encaminhar à verdade nossos irmãos vitimados pela ignorância e pelo sofrimento. Devem eles ser atendidos em primeiro lugar.
Joaquim Timbira fez uma longa pausa como quem refletia com segurança para responder e considerou:
—José, toda a caridade feita com boa intenção é louvável diante do Céu, mas que será melhor? Curar feridas ou espantar moscas?
E a pergunta do amigo espiritual ficou gravada por valiosa lição.

Ramiro Gama

Você já serviu de ponte Chico?

Bem ensina Emmanuel: – A Natureza é sempre o celeiro abençoado de lições maternais. Em seus círculos de serviço, coisa alguma permanece sem propósito, sem finalidade justa. Nela vemos o Ensino de tudo: qualquer elemento, qualquer coisa, o quadro de uma paisagem, a árvore, o rio, a fonte, o próprio estrume, tudo nos dá lições, quando vestidos com a virtude da humildade, sem visões estreitas, lemos o Livro de Deus. Falávamos ao Chico sobre esses assuntos ao passarmos sobre uma ponte. E ele lembrou Casimiro Cunha, em sua maravilhosa Cartilha da Natureza, que ele psicografou, dizendo:

Ponte da Fábrica, Pedro Leopoldo, MG, 1958Ponte silenciosa,
No esforço fiel e ativo,
É um apelo à lei de amor,
Sempre novo, sempre vivo.

Vendo-a nobre e generosa,
Servindo sem altivez,
Convém saber se já fomos,
Como a Ponte alguma vez.

Lembrou-se também de haver Emmanuel lhe perguntado, um dia: — Você já serviu de ponte alguma vez, Chico? E que ele silenciara. Mas, dias depois, viajando com um sacerdote, de Pedro Leopoldo para Belo Horizonte, num ônibus, recordara da pergunta de seu querido Guia, e servira de Ponte. Com uma hora de boa conversa, repartiu com o irmão e companheiro de viagem o que já havia ganho. Sentiu que fora Ponte, para que o servo do Cristo, em tarefa testemunhal, ganhasse a outra margem do conhecimento novo com o Amigo Celeste e se sentisse maravilhado. Quantas vezes podemos ser Pontes e deixamos passar a oportunidade!… Que a lição nos sirva. Abençoada lição de Emmanuel e Casimiro Cunha!

Ramiro Gama

Vá com Deus!

Chico distribui donativosEram oito horas da manhã de um sábado de maio.
Chico levantara-se apressado. Dormira demais.
Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel.
Não esperara a charrete.
Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda.
Não andava, voava, tão velozmente caminhava.
Ao passar em frente à casa de Dona Alice, esta chama-o:
— Chico, estou esperando-o desde as seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
— Estou muito atrasado, Dona Alice. Logo mais, na hora do almoço, lhe atenderei.
Dona Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.
Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
— Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudicá-lo.
Chico volta e atende.
— Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado Médium.
Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:
— Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus! Chico parte apressado. Quer recobrar os minutos perdidos.
Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
— Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de Dona Alice e caminhando para você.
Chico para e olha: uma massa branca de fluidos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo.
— Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
— Imagine se, em vez de Vá com Deus, ela dissesse, magoada, “vá com o diabo”. Dos seus lábios sairiam coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior…
E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida entendendo em tudo e por tudo o Serviço do Senhor, refletido nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor…

Ramiro Gama

Em visita à Fazenda do Pai

Nosso Lar - passesEm 1946, Chico Xavier adoece de novo, gravemente.
Gastara demais o corpo.
Achava-se esgotadíssimo, fraco, febril…
Os médicos consultados dão-no como tuberculoso.
E, em certa manhã ensolarada, vendo-o sentado, muito triste, à porta da casa, Emmanuel, seu dedicado Guia, põe-lhe a mão no ombro e lhe diz:
—Chico, procure reagir, senão você falirá. Sua enfermidade é tanto do corpo como do espírito. Mas não desanime. Vai ficar bom, se Deus quiser.
E, depois de lhe dar uma bela aula sobre os males do desânimo, da tristeza e das mágoas recolhidas, ampliadas pelo nosso pessimismo, diz-lhe:
—Logo ao dormir, lembre-se de mim. Vou levar seu espírito a um lugar muito lindo onde será medicado.
De fato, ao dormir, Chico lembra-se do convite de Emmanuel e, depois de orar, dorme antegozando o auspicioso passeio.
Em espírito, vê-se junto ao seu Guia. E, com ele, caminha por um vergel esmeraldeado de trevos viçosos, floridos, como jamais vira na terra.
Ao fim, sentado num banco envolto em luz alaranjada, está um menino delicado e belo.
Emmanuel apresenta-o ao Chico. E sob a surpresa do Médium, o menino, com rara facilidade, como quem pega outra criança, segura-o e o põe ao colo.
Passa as mãos pequenas e luminosas sobre o corpo do Chico.
Afaga-o amorosamente, estreitando-o ao peito, e diz-lhe sorrindo:
—Pronto, está medicado.
Chico despede-se do lindo irmãozinho.
E já quase a chegar em casa e enclausurar-se, de novo, no corpo e acordar para a realidade da terra, Emmanuel, abraçando-o, afirma satisfeito:
—Chico, você recebeu hoje um remédio de que necessitava: uma Transfusão de Fluidos.
Vai acordar, amanhã, melhorado, sem cansaço, sem febre e mais forte, graças a Deus!
No dia seguinte, Chico acordou diferente.
Ressoava-lhe aos ouvidos o que ouvira.
O coração agradecido ao Senhor guardava a grande Graça.
E sentia que tudo desaparecera: cansaço, tristeza, mágoa, medo, febre, tudo…
Sim, tudo, porque bem traduzia o que ganhara.
Agora teria de dar também tudo, como está dando, a bem da Grande Causa, que a todos nos irmana e iguala na Fazenda do Pai, que é Deus!

Ramiro Gama

Pedindo esmolas para enterrar o ex-patrão

Venda do José Felizado, ex-patrão de ChicoChico levantara-se cedo e, ao sair de charrete para a Fazenda, encontra-se no caminho com o Flaviano, que lhe diz:
— Sabe quem morreu?
— Não!
— O Juca, seu ex-patrão. Morreu na miséria, Chico, sem ter nem o que comer.
— Coitado! E Chico tira do bolso o lenço e enxuga os olhos.
— A que horas é o enterro?
— Creio que vão enterrá-lo a qualquer hora, como indigente, no caixão da Prefeitura, isto é, no rabecão.
Chico medita, emocionado, e pede:
— Flaviano, faça-me um favor: vá à casa onde ele desencarnou e peça para esperarem um pouco. Vou ver se lhe arranjo um caixão, mesmo barato.
Flaviano despede-se e parte.
Chico desce da charrete. Manda um recado para seu Chefe.
Recorda seu ex-patrão, figura humilde de bom servidor, que tanto bem lhe fizera. E ali mesmo, no caminho, envia uma prece a Jesus:
“Senhor, trata-se de meu ex-patrão, a quem tanto devo; que me socorreu nos momentos mais angustiosos; que me deu emprego com o qual socorri minha família; que tanto sofreu por minha causa.
Que eu lhe pague, em parte, a gratidão que lhe devo. Ajude-me, Senhor.
E, tirando o chapéu da cabeça e virando-o de copa para baixo, à guisa de sacola, foi bater de porta em porta, pedindo uma esmola para comprar um caixão para enterrar o extinto amigo.
Daí a pouco, toda Pedro Leopoldo sabia do sucedido e estava perplexa, senão comovida com o ato do Chico.
Seu pai soube e veio ao seu encontro, tentando demovê-lo daquele peditório.
— Não, meu pai, não posso deixar de pagar tão grande dívida a quem tanto colaborou conosco.
Um pobre cego, muito conhecido em Pedro Leopoldo, é inteirado da nobre ação do Chico, a quem estima.
Esbarra com ele:
— Por que tanta pressa, Chico?
— Meu Nego, estou pedindo esmolas para enterrar meu ex-patrão.
— Seu Juca? Eu já soube. Coitado, tão bom! Espere aí, então, Chico. Tenho aqui algum dinheiro que me deram de esmolas ontem e hoje.
E despejou no chapéu do Chico tudo o que havia arrecadado ate ali.
Chico olhou-lhe os olhos mortos e sem luz. Viu-os cheios de lágrimas. Comoveu-se mais.
— Obrigado, meu Nego! Que Jesus lhe pague o sacrifício.
Comprou com o dinheiro esmolado o caixão.
Providenciou o enterro. Acompanhou-o até o cemitério.
E já tarde, regressou à casa.
Tinha vivido um grande dia.
Sentou-se à entrada da porta.
Lá dentro, os irmãos e o pai, observavam-no comovidos.
Em prece muda, agradeceu a Jesus.
Emmanuel lhe aparece e lhe sorri. O sorriso de seu bondoso Guia lhe diz tudo.
Chico o entende.
Ganhara o dia, pagara uma dívida e dera de si um testemunho de humildade, de gratidão e de amor ao Divino Mestre.

Ramiro Gama

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