Blog de Valim

Cura do mal

Quando Jesus nos ensinou a perdoar, concedeu-nos o máximo de poder imunológico para frustrar o contágio do ódio e do desequilíbrio, em nosso relacionamento recíproco.
Perdoa a quem te persegue ou calunia, no veículo do silêncio, e situarás o agressor, na cela íntima do arrependimento, na qual se lhe transformarão os sentimentos para a cura espiritual que se lhe faz precisa.
Perdoa, sem comentários, a quem te ofende e a breve tempo, te conscientizarás dos males que evitaste e das esperanças com que renovaste muitos dos corações que te partilham a vida.
Se alguém te feriu, perdoa e silencia. Se alguém te prejudicou, silencia e perdoa sempre. Quando todos nós praticarmos o perdão que o Cristo nos legou, teremos afastado do mundo as calamidades da própria guerra, que na essência, é a cristalização do mal que nos induz a apoiar, voluntária ou involuntariamente, o extermínio de milhões de pessoas.

Chico Xavier/Emmanuel
Do livro: Hora Certa

Férias da Sociedade Espírita de Paris

Revista Espírita de Setembro de 1862

Sociedade Espírita de Paris, 1º de agosto de 1862.
Médium senhor E. Vézy.
Ides, pois, separar-vos por algum tempo, nas os bons Espíritos estarão sempre com os que lhes pedirem auxílio e apoio.
Se cada um de vós deixa a mesa do mestre, não é apenas para exercício ou repouso, mas ainda para servir, onde quer que vos espalheis, à grande causa humanitária, sob a bandeira a cujo abrigo vos pusestes.
Bem compreendeis que para o Espírita fervoroso não há horas designadas para o estudo; toda a sua vida não é mais que uma hora, e ainda demasiado curta para o trabalho a que se dedica: o desenvolvimento intelectual das raças humanas!
Os galhos não se destacam do tronco porque destes se afastem: ao contrário, dão lugar a novos impulsos que os unem e os solidarizam.
Aproveitai estas férias que vão espalhar-vos, para vos tornardes ainda mais fervorosos, a exemplo dos Apóstolos do Cristo: saí deste cenáculo fortes e corajosos; que vossa fé e as boas obras liguem em torno de vós milhares de crentes, que abençoarão a luz que espalhareis em vosso redor.
Coragem! Coragem! No dia do encontro, quando a auriflama do Espiritismo vos chamar ao combate e se desdobrar sobre vossas cabeças, que cada um tenha em volta de si os adeptos que houver formado sob sua bandeira, e os bons Espíritos dirão o seu número e o levarão a Deus!
Não durmais, pois, Espíritas, à hora da sesta: velai e orai! Já vos disse e outras vezes vo-lo repetirão, soa o relógio dos séculos, uma vibração retine, chamando os que se acham na noite. Infelizes dos que não a quiserem escutar!
Espíritas! Ide despertar os adormecidos e dizei-lhes que vão ser surpreendidos pelas vagas do mar que sobe em rugidos surdos e terríveis; ide dizer-lhes que escolham um lugar mais iluminado e mais sólido, porque eis que os astros declinam e a natureza inteira se move, treme, agita-se!...
Mas após as trevas eis a luz; e aqueles que não tiverem querido ver e ouvir imigrarão naquela hora para mundos inferiores a fim de expiar e esperar longamente, mui longamente, os novos astros que devem elevar-se e os esclarecer. E o tempo lhes parecerá eternidade, pois não lobrigarão o término de suas penas, até o dia em que começarem a crer e compreender.
Espíritas, não mais vos chamarei crianças, mas homens, homens valentes e corajosos! Soldados de nova fé, combatei valentemente; armai o braço com a lança da caridade e cobri o corpo com o escudo do amor. Entrai na liça! Alerta! Alerta! Calcai aos pés o erro e a mentira e estendei a mão aos que vos perguntarem: “Onde está a luz?” Dizei-lhe que os que marcham guiados pela estrela do Espiritismo não são pusilânimes, que se não deslumbrem com miragens e não aceitem como leis senão aquilo que ordena a razão fria e são; que a caridade é a sua divisa e que não se despojem por seus irmãos senão em nome da solidariedade universal e nunca para ganharem um paraíso que sabem muito bem que não podem possuir senão quando tiverem expiado bastante!... Que conheçam a Deus e que, antes de tudo, saibam que ele é imutável em sua justiça, e, consequentemente, não pode perdoar uma vida de faltas acumuladas por um segundo de arrependimento, como não pode punir uma hora de sacrilégio por uma eternidade de suplício!...
Sim, Espíritas! Contai os anos de arrependimento pelo número das estrelas, mas a idade de ouro virá para aquele que tiver sabido contá-los.
Ide, pois, trabalhadores e soldados e que cada um volte com a pedra ou o seixo que deve auxiliar a construção do novo edifício. Em verdade vos digo, desta vez não mais tereis que temer a confusão, posto que, querendo elevar ao céu a torre que o coroará: ao contrário, Deus estenderá a sua mão ao vosso caminho, a fim de vos abrigar das tempestades.
Eis a segunda hora do dia, eis os servidores que vêm de novo da parte do Mestre procurar trabalhadores: vós, que estais desocupados, vinde e não espereis a última hora!...

Santo Agostinho

Mensagem do Irmão Raphael

Irmãos, Muita paz!

Os dias que virão pedirão a todos uma mudança de posicionamento íntimo, uma nova forma de vibração.
São muitos os que se prendem a construir mentalmente uma derrocada em certos nichos da sociedade.
Creem que as lutas e a desorganização serão úteis para a mudança que veem como necessária.
No entanto, em tempo algum a desordem, a violência e o distúrbio social foram as maneiras mais adequadas para o crescimento de um povo.
São sim, condições que acabam surgindo porque os homens teimam em não escutar o chamado divino, através da doce melodia do amor.
Pensar e irradiar a desordem, crendo que sejam o caminho da “salvação”, é esquecer-se da condição divina que habita o homem e, ainda, que é possível (e se faz necessário) construir um mundo novo, não sobre escombros, mas embasado nas suaves lições do bem e da justiça.
O Brasil vive um momento de enormes dificuldades.
Acrescer a elas as vibrações negativas, crendo que isto modificará o padrão e a estrutura da sociedade é ilusão.
O ódio, a mágoa, o mau desejo, só acrescentam mais posturas infelizes na tão complicada condição social deste povo.
É preciso vibrar harmonia, é necessário converter todas as formas negativas de agir em posturas de sentinelas do Bem.
Crer que apesar de ou com os homens, há um propósito maior para este país e para este planeta.
Não como algo efêmero.
Para isso, no entanto, é fundamental que cada criatura de forma consciente e íntima desperte-se para as nobres vibrações que emanam dos planos mais altos da vida.
Certamente que a tempestade varre a terra e, posteriormente, todos os elementos destruídos iluminados pelo sol divino regenera-se em novos terrenos produtivos e de beleza.
Entretanto, o lavrador, pelo seu trabalho honesto e fiel, pode transformar também o ambiente em melhores condições, sem que haja a necessidade da tormenta, dando ao mundo uma aparência mais sublime.
Cada qual é responsável pelo que pensa, irradia e constrói.
Cuidemos, portanto, para que a Terra e o Brasil recebam de nossos corações apenas aquilo que coaduna com os princípios divinos, os quais já conseguimos amealhar.
Que o nosso quinhão seja o da paz e do amor fugindo de quaisquer destemperos emocionais, de baixa expressão.
Jesus o Mestre dos mestres, convida-nos ao Amor. E através do Amor, no tempo e no espaço certos, alcançaremos o bem que precisamos e que se faz necessário.

Do irmão, Raphael. (Psicografada por Roberto Lúcio, no HEAL no dia 19/05/2014)

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